É muito comum encontrarmos diversas empresas e profissionais vendendo serviços de criação. De fato, muitos destes profissionais são competentes e possuem amplo domínio dos softwares de criação (Adobe Illustrator, Corel Draw, Inkscape, Xara Xtreme, etc), mas é importante destacar que apenas isto não basta. Criar uma marca bonita pode deixar o cliente satisfeito em um primeiro momento, mas se ela não for eficiente, de nada isso adianta.
O papel do designer é informar o cliente sobre diversas armadilhas, e indicar o melhor caminho para o sucesso. Uma coisa que irrita bastante nós, profissionais do design, é o famoso “designer sobrinho”. Aquele cliente que sempre tem um “sobrinho fera no computador” que fará mais barato o serviço, e quase sempre pior. Será que vale a pena entregar o maior bem de nossa empresa (a identidade da mesma) nas mãos de um amador?
Criar uma marca, não é simplesmente abrir um software de computador e riscar algo bonitinho. Confira abaixo os processos de construção de uma marca de sucesso:
- Identificar o problema a ser resolvido

Se você pensa em abrir uma empresa, ela deve ter um propósito, um problema a ser resolvido. Se for uma empresa de suporte e manutenção, por exemplo, ela terá propósito de fornecer tranqüilidade e segurança aos seus clientes, livrando-os dos problemas causados por inúmeros fatores.
- Identificar o público alvo

Tão importante quanto conhecer os propósitos de sua empresa é saber quem serão seus clientes. Um bom design tenta sempre atingir a maior parcela da população, mas focando-se nos clientes em potencial.
- Identificar os concorrentes

Esta parte é muito importante. Muitos acham que identificar os concorrentes nada mais é que descobrir outras empresas que oferecem o mesmo tipo de serviço. Isso é um grande problema encontrado nas corporações atualmente. Os concorrentes em potencial são aqueles que não apenas oferecem os mesmos produtos e serviços que você, mas também os que oferecem semelhantes, ou mesmo os que oferecem as mesmas soluções.
Por exemplo, uma marca de carros pode considerar, em primeira instância, todas as outras marcas de carros que fabricam modelos de mesmo valor como concorrentes diretos. Em seguida, deve considerar as marcas que fabricam outros modelos de maior ou menor valor também (levando em conta que pessoas enriquecem ou empobrecem, prá não falar do estado econômico do país e do mundo que pode mudar rapidamente).
Em segunda instância, é necessário considerar empresas que oferecem as mesmas soluções, nesse caso, empresas que trabalham com motos também deveriam ser consideradas concorrentes. Se o trânsito começa a aumentar drasticamente ou se o preço dos carros aumenta, isso cria uma demanda maior por motos.
Em terceira instância, poderíamos considerar ainda o transporte público, visto que se o preço dos carros e das motos aumentar, a demanda por transporte público também aumenta. O mesmo no caso do trânsito ou de leis como o “pedágio urbano”. Para não falar ainda das bicicletas e outros meios de transporte.
Tudo está interligado, e é importante entender que a redução de participação de uma empresa no mercado pode significar o aumento de outra. Ignorar os fatores acima tem um nome inclusive, é a chamada ”miopia de marketing”. É provável que uma empresa seja destruída por empresas ocultas e não pelos concorrentes diretos. Em outras palavras, se a Microsoft falir um dia, provavelmente não será por causa da Apple ou do Google, mas sim de uma terceira que surge rapidamente engolindo tudo e de forma imprevisível.
- Criar uma análise de mercado

Antes de lançar uma marca ou mesmo um produto, é importante se analisar o mercado para entender sua demanda. Por exemplo, se você pretende criar uma empresa de manutenção de redes, é importante conversar e entender as reais necessidades e desejos de seu público alvo, e para isso existem as pesquisas de marketing. Seu cliente pode desejar um melhor atendimento, por profissionais capazes de explicar de forma clara e direta o problema, e não apenas alguém que entra, dá 2 ou 3 cliques, resolve o problema e vai embora deixando a conta.
- Identificar os valores agregados de sua marca

Com base nos dados coletados até aqui, o próximo passo é identificar os valores agregados de sua marca. Por exemplo, se você descobriu que existe uma demanda grande em uma área de velocidade de atendimento, a palavra chave a ser extraída será agilidade. Se você em pesquisas de marketing descobre que a maioria dos seus clientes em potencial gosta do verão e não do inverno, a palavra chave a ser extraída será “calor”. Isso é levado em consideração para a escolha de formas, idéias, cores, etc. Em nosso exemplo acima, uma marca com fontes inclinadas passando a idéia de agilidade e com cores quentes poderia ser o ponto de partida. O ideal é identificar o maior número de palavras chave possíveis e agregá-los a cada item da marca (enfim os valores agregados). Esse processo garante que sua marca seja compreendida, interpretada e rapidamente assimilada pelo seu público alvo. Quanto mais afinidade sua marca tiver com seus clientes, melhor.
- Criar

A parte da criação não é tão simples quanto muitos pensam. De posse de todas as informações acima, é necessário ainda levar em consideração diversos fatores técnicos que garantirão boa leitura, correto contraste, rápida associação, etc. Boas marcas são simples, PONTO. Uma boa marca nunca vem carregada de sombras, efeitos tridimensionais, gradientes coloridos, etc. Analise as marcas de sucesso e você verá que são simples e de fácil leitura. Quanto mais simples uma marca for, mais rápida sua leitura e maior sua chance de gravação imediata.
Até o próximo post!





March 16th, 2009 at 5:13 pm
Vindo diretamente do artigo anterior da série, devo dizer que a continuação está respondendo a todas expectativas geradas!
Já vou ler o próximo artigo da série!
April 13th, 2009 at 4:34 pm
August 15th, 2010 at 4:04 pm
Boa Tarde.
Meu nome é Klaibson e estou trabalhando na divulgação do V Solisc, http://www.solisc.org.br
Queria divulgar a chamada de trabalhos em seu site, seria possível?
Abaixo segue o texto para ser divulgado:
Chamada de trabalhos
A Associação Software Livre Santa Catarina – SoLiSC – informa a abertura da chamada de trabalhos para o 5º SoLiSC – Congresso Catarinense de Software Livre.
O Evento será realizado em Florianópolis, SC, em local a ser definido, nos dias 22 e 23 de oububro de 2010.
A submissão das palestras deve ser feita até o dia 01/09/2010 (primeiro de setembro de 2010), através do sistema papers, no seguinte endereço: http://papers.solisc.org.br/2010/speaker/. Para quem já postou palestra no ano passado, pode utilizar o mesmo cadastro.
Graças à excelente avaliação do público para as palestras que vieram da chamada de trabalhos no último ano, o espaço para estas será ampliado na grade de 2010.
O comitê organizador do evento definiu os seguintes macro-temas ou trilhas para este ano:
* Administração de Sistemas e Desenvolvimento de Software
* Software Livre em Desktop (Distribuições, Ferramentas de Produtividade, Multimídia, …)
* Negócios e Casos de Uso
* Telecomunicações
* Hardware e Sistemas Embarcados
* Software Livre em Geral (demais assuntos relacionados aos temas de software livre e conhecimento livre)
As palestras devem ser preparadas para a duração de 50 minutos, incluindo o tempo para perguntas.
Os trabalhos serão avaliados pelo comitê de programa do SoLiSC.
A organização do evento informa que todos os palestrantes aprovados terão isenção da inscrição do evento, mas que não irá dispor de ajuda de custo para quem tiver a palestra aprovada.
Datas Importantes:
* 01/07/2010 – Abertura da Chamada de Trabalhos
* 01/09/2010 – Encerramento da Chamada de Trabalhos
* 15/09/2010 – Divulgação das palestras aprovadas
* 22 e 23/10/2010 – 5º SoLiSC
Muito obrigado pela ajuda.
Att.
Klaibson Ribeiro.