Salve galera. Estou postando neste momento de dentro do novo Mac OSX 10.5, codinome Leopard. São mais 300 novos recursos de acordo com a contagem da Apple. E vou escrever para dar minhas primeiras impressões sobre o sistema.
Numa primeira olhada, o sistema está bastante bonito, só não sei se vou acostumar com esse papel de parede novo. Aliás muita gente não gostou dele, ainda bem que o Mac OSX vem sempre com todas as versões antigas de wallpapers no sistema, só trocar. O dock está realmente mais bonito e funcional. Os “stacks” facilitam bem o uso, como podem ver pela imagem acima, ao clicar no ícone “Documentos”, uma curva se abre como um leque me mostrando todo conteúdo daquele diretório. Também colocaram um ícone “Transferências” no mesmo estilo. Todos os arquivos que você baixa na internet vão parar lá, e o ícone do dock muda de acordo com o último arquivo baixado. Ao clicar, um leque mostra os arquivos contidos no diretório. Isso realmente resolveu meu problema de desktop poluído com downloads.
O dock agora está ainda com um efeito 3D e reflete as janelas que se aproximam dele (como se fosse de vidro mesmo). A barra de cima está translúcida, algo que alguns gostaram e outros não (quem não gostou se defende dizendo que ficou muito “vista”). Eu particularmente gostei.
O novo finder agora permite a visualização dos documentos no modo “cover flow”, como no iTunes. Isso sem dúvida é muito bonito, principalmente para diretórios cheios de imagens e documentos, mas não considero muito fácil de ser utilizado. Às vezes mais atrapalha que ajuda, não sei se vou me acostumar a usar tudo assim. Ainda é mais fácil achar em modo ícone, mas pra quem gosta de usar a busca embutida na janelinha do finder (o que seria de longe o mais inteligente a se fazer), a visualização como Cover Flow é muito interessante mesmo.

Um recurso muito interessante é o Quick View. Com qualquer arquivo selecionado, basta pressionar a barra de espaço, que o documento é aberto instantaneamente com um efeito de transição bem legal. Da pra pré-visualizar praticamente qualquer coisa deste modo (documentos, apresentações, pdfs, vídeos, imagens,…) facilitando a localização de um determinado documento, por exemplo. Você pode apenas pressionar espaço, virar pelas folhas e ver se é aquilo mesmo que você quer, sem precisar abrir o programa.
O Spaces, achei uma evolução dos múltiplos desktops presentes no Gnome e KDE. A teoria é a mesma, mas a forma de apresentação ficou mais intuitiva no Mac. O Front Row novo (programa chamado pelo controle remoto para ouvir música, ver imagens e filmes à distância) ficou idêntico ao do Apple TV.
O Safari foi um dos programas que mais me impressionou. Ele consegue abrir a página do UOL em menos de 1 segundo, e está simplismente anos luz à frente de qualquer outro navegador do ponto de vista da velocidade de navegação. Funcionou bem no Banco do Brasil (coisa que a versão beta anterior não fazia) e abriu todos os sites que testei muito bem. Não sei como pode um programa fazer você navegar tão mais rápido na internet! Além de ter um visual lindo e minimalista, mostrando só o que realmente interessa:

O Leopard ainda tem muito mais recursos, que vocês podem descobrir no próprio site da Apple. Agora uma coisa que me deixou impressionado é a capacidade que o Ubuntu novo tem de se comunicar em rede com outros computadores, inclusive com o Mac OSX. No Ubuntu novo, ativei o compartilhamento Windows (SMB) e na hora o Mac já achou os compartilhamentos. O Ubuntu também encontrou facilmente os compartilhamentos SMB do Leopard. Sem dar 1 linha de comando sequer, compartilhei minha impressora HP multifuncional no Ubuntu, e instalei-a remotamente no Leopard. Aliás, o Ubuntu novo detectou minha multifuncional na hora que liguei, só mostrando um ícone no System Tray e exibindo um balão dizendo que a impressora estava pronta para o uso. Fiquei impressionado como tudo funcionou.
Isso me leva a crer que o Mac OSX e o Ubuntu Linux estão de longe mostrando que foram feitos para qualquer usuário, automatizando configurações complexas, facilitando a vida do usuário. Um fala com o outro maravilhosamente (utilizando o Samba, que foi feito, vejam só, para falar com o Windows).
Enfim, concordo com o crítico do Wall Street Journal, que diz que o Mac OSX 10.5 é melhor e mais rápido que o Windows Vista, mas que é uma evolução e não uma revolução. Não traz nada totalmente inovador, mas melhora tudo o que já era bom no Tiger. No entanto, coloco também o Ubuntu 7.10 na jogada também e digo, depois do Leopard, acho que o Ubuntu está logo atras, muito à frente da Microsoft, que a meu ver já ficou bem pra traz!