Mar 04

Salve pessoal.

Estou postando de minha última aquisição (6 meses de economias), um MacBook white, um modelo um pouco mais barato.
Pretendo fazer Dual Boot, Ubuntu e Mac OSX, mas não tão cedo, provavelmente no Feisty, que me disseram ter total compatibilidade com este modelo. Além do mais já enchi 90% do HD com minhas coisas, vou precisar fazer uma limpa antes de diminuir bruscamente o tamanho da partição aqui para por outro OS. Já no meu Desktop eu rodo Ubuntu 100% do tempo :D

Review:
Configurações: Processador Intel Core 2 Duo 64 bits 2Ghz, 1GB de RAM, 80GB de HD e 64MB de placa de vídeo.

Primeiras impressões

Minhas primeiras impressões do MacBook não poderiam ser melhores. A caixa do produto é muito bonita e bem desenhada, ao abrí-la, nos deparamos com um isopor de proteção personalizado com o nome do produto (até isso eles personalizam). Abaixo encontramos o notebook bem lacrado num saco de pano, os cabos e um manual muito bem detalhado de operação do produto. Dois adesivos e 2 CDs de restauração acompanham o produto.

O MacBook não possui nenhum tipo de trava física, mas sim magnética, de tal forma que não há um fecho que possa quebrar. O fechamento é totalmente magnético e o plugue de força também. Isso significa que se alguém chutar o cabo de energia seu notebook não vai parar no chão pois o cabo se solta gentilmente do orifício. O Design do produto também é um show a parte, o notebook é todo branco (diferente da grande maioria dos notebooks do mercado) e possui uma maçã da apple na parte de fora da tampa que acende.

Ao ligar o notebook pela primeira vez, fui brindado com uma animação bem feita de boas vindas e um assistente de configuração que parecia não ter fim, só faltou pedir o número do sapato. Depois de muitas perguntas respondidas, cai na belíssima interface do Mac OSX.

Sistema Operacional

Não possuo qualidade técnica suficiente para analisar a fundo o sistema, mas pelo menos me pareceu bastante estável, herança do BSD, seu pai. Por ser um sistema “unix-based”, me senti em casa ao abrir o Bash (isso mesmo, o bash veio instalado) e sai dando meus comandos para conhecer a árvore de diretórios.

Os programas abrem muito rapidamente, e, uma vez abertos, ficam carregados na memória, de tal forma que ao chamá-los pela segunda vez a abertura é um piscar de olhos.

O que mais me impressionou no Mac OSX foi o fato de vir realmente completo para uso. Nada de instalação de codecs multimídia, leitor de dvds , driver da placa de vídeo, etc. Pelo contrário, além de tudo isso vir configurado “out of the box”, os aplicativos que vieram nele me permitiram usufruir do computador ao máximo sem necessidade de instalação imediata de nenhum outro software (ao menos a princípio). Vou destacar alguns softwares que vieram instalados e configurados já:

  • Safari - Ótimo navegador. Muito bonito e rápido. Ficou ainda melhor quando achei como ativar abas e bloqueio de pop-ups;
  • iChat - Um cliente de mensagens instantâneas fantástico. O chat via voz/câmera nele é simplismente incrível. Nas palavras de um usuário do canal #ubuntu-br (que esqueci o nome): “Caramba… esse iChat é mais incrível que aqueles messengers que aparecem na série ‘24 horas!’”;
  • iTunes - Software que catalogou muito bem minha coleção de músicas. É muito bonito e toca vídeos também, mas não possui alguns recursos que outros players do Linux possuem como o caso de baixar a letra e informações do artista no wikipedia.
  • iPhoto - Adorei o programa. Ele é bem parecido com o F-Spot, mas tem alguns recursos a mais e outros a menos. Ele não exporta pra flickr e essas galerias poraí, apenas para a galeria do plano de fidelidade da Apple (o .Mac que é pago). Mas em compensação faz apresentações de slides profissionais com 1 clique, além de cartões, calendários e lirvros de fotos.
  • iMovie - Impressionante o que esse programa faz. Ele consegue unir todos os seus vídeos em apenas um colocando efeitos cinematográficos de transição. Da pra tornar qualquer filme caseiro num show com efeitos especiais, trilha sonora e tudo que tem direito em poucos minutos. Acho que falta um programa desse tipo bom hoje pro Linux.
  • iDVD - Com este aqui da pra criar DVDs com seus vídeos com menus interativos animados. Tem efeitos que é raro encontrar até nos DVDs profissionais de locadora.
  • GarageBand - Adorei esse programinha. Ele vem recheado de centenas de ’samples’, ou seja, pequenos sons em loop de vários instrumentos e estilos musicais. Da pra inserir falas masculinas e femininas estilizadas como num rádio, além de fazer podcasts facilmente inclusive com gravação ao vivo com o iChat (coisa que fez KurtKraut e eu perdermos dias de nossa vida tentando fazer no Linux sem sucesso). Em poucos minutos com apenas alguns arrastares de mouse fiz uma musiquinha em loop bem legal que pode ser usada de fundo em apresentações sem problemas. Quem sabe eu poste ela aqui depois pra vocês verem. E ele grava tudo com total qualidade em M4A direto.
  • iWeb - Bom, este eu não testei muito bem ainda, mas ja deu pra ver que fazer um site ou um blog pessoal nele é muito fácil. Basta escolher um template, arrastar as fotos para as áreas reservadas e editar o texto.
  • Quick Time - Player padrão do Mac. A qualidade dos filmes nesse formato é impressionante, e o tamanho também xD
  • Big Bang Board Games - Uma suite de joguinhos 3D bem legal. Tem xadrez, damas, gamão invertido, jogo da velha, 4 em linha, reversi e mais um outro estranho lá.

Bem, esses foram os programas realmente completos que vieram, 100% funcionais. Fora isso ainda veio instalado:

  • iWork 06 Trial - Uma versão de teste da suite de apresentações de escritório da Apple. Da pra fazer umas apresentações e documentos que o OpenOffice e o Ms Office ainda nem sonham conseguir fazer um dia.
  • Ms Office 4 Mac - Isso mesmo, uma versão de testes do Microsoft Office para Mac veio instalada. O bom é que ja pude liberar alguns megabytes no HD removendo-a :D

O Front Row permite que eu acesse filmes, trailers, fotos, músicas e dvds de longe pelo controle remoto. Alias esse controle ja ganhou uma nova utilidade: Instalei um sistema de alarma que é ativado e desativado pelo controle. Ao ativado, se alguém tentar mexer no computador (seja mouse, teclado, movimentar o notebook ou tirá-lo da tomada) o bichano começa a businar e piscar sem parar e ainda tira uma foto do safado no momento exato e me envia por e-mail. Realmente muito legal!
Configurações

Acho que poderia remover este item, pois eu praticamente não configurei nada. O Mac OSX detecta toda e qualquer rede disponível automaticamente e pega todos compartilhamentos na rede. Ele já vem com samba configurado, ftp, ssh e vnc bastando apenas ativar a caixinha pra subir o serviço.

Instalação e Remoção de Programas

Instalar e remover programas no Mac é brincadeira de criança. Visualmente funciona assim? Você baixa um arquivo .dmg que nada mais é que uma imagem de disco HFS. Ao dar um duplo clique, a imagem é montada como se fosse um pen drive e aparece no Desktop. Dentro dela, geralmente você encontra um ícone do programa (que na verdade é o programa inteiro, mas visualmente não passa de um ícone), Basta arrastar o ícone para o diretório de aplicações e o programa está instalado. Para removê-lo basta arrastar seu ícone para a lixeira e pronto, tudo removido. Nada de bibliotecas perdidas nem dependências.

Resumo da Opera:

Prós:

  • Não requer configurações de praticamente nada (pra não dizer nada mesmo)
  • Muito rápido e estável. Ainda não consegui travar ele (e olha que eu tentei!!!)
  • Muito bonito. Interface amigável e intuitiva.
  • Pronto para rodar. Ele já vem com programas pra tudo que um usuário comum precisa.
  • Roda softwares comerciais como os da Adobe e os da Apple. Excelente para quem trabalha com multimídia.
  • Design trabalhado, travas magnéticas.
  • Controle remoto para vagabundos de plantão.
  • Reconhecimento de voz para mais vagabundos ainda que querem ditar os comandos para o computador.
  • Roda X11 (Xfree) e por conta disso é compatível com vários programas do Linux como Gimp, Inkscape e Open Office,
  • Roda Mac OSX, Windows e Linux.
  • Possui uma webcam embutida.

Contras:

  • Teclado em inglês. Pra acentuar é um inferno. Os acentos não estão marcados nas teclas, um exercício para a memória.
  • Por ser branco e brilhante suja até com o pensamento.
  • Os atalhos são meio chatos. Nada de Ctrl + Tecla. Aqui tem Fn, Ctrl, Alt, Shift, Option e Maçã. A combinação dessas teclas deixa qualquer um confuso.
  • Por vir do mundo Linux, me sinto meio preso nele. A maioria dos softwares feitos pra ele são trial ou shareware e isso é realmente um saco!
  • Ainda não me acostumei a usar só um botão no mouse.

PS: Sem querer entrou o post no RSS do Planeta. Foi sem querer, não era pra estar lá, mas fica default aqui porquê estou sempre postando lá. Ja retirei.

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Nov 18
Tire suas fotos, o F-spot armazena. Este fascinante software lhe permite catalogar fotos, fazer pequenos ajustes, exportar para galerias na internet, gravar num CD, enviar por e-mail e muito mais! À partir da versão 6.10 do Ubuntu Edgy Eft, o F-spot já vem instalado por padrão no seu desktop, mas ao conectarmos uma câmera digital, o software automaticamente configurado é o gphoto2 seguido do gthumb. Agora que tal configurar seu Ubuntu para centralizar toda a parte de fotografia em um só programa: O F-spot!
Primeiramente vamos configurar seu Ubuntu para utilizar o F-spot como software padrão de importação de fotos. Acesse o menu Sistema > Preferências > Unidades e Mídias Ŕemovíveis. Em seguida vá até a aba Câmeras, e na caixa de comando a ser executado ao importar fotografias, substitua todo conteúdo pelo comando “f-spot-import” conforme mostrado na imagem à seguir:
Agora conecte sua câmera digital na porta USB e ligue-a. Uma janela deverá aparecer após algum tempo solicitando que importe as fotos. Clique em “Importar” e aguarde para que o F-spot inicie o trabalho de importação das imagens contidas no cartão de memória. Clique no botão “Selecionar Etiquetas” caso queira colocá-las diretamente em alguma categoria, ou simplismente clique em “Copiar” para pular este passo (você pode colocá-las em categorias mais tarde).
Após copiar todas as fotos o F-spot não irá removê-las da câmera. Se você quiser limpar a câmera, faça isso manualmente depois (se sua câmera for montada como um dispositivo USB, você pode acessá-la pelo menu Locais -> usbdisk para que os arquivos sejam removidos por lá). Agora, você irá se deparar com a janela principal do programa exibindo todas as imagens de seu arquivo. Vamos conhecer melhor os recursos do F-spot. Esta é a interface do F-spot como podemos ver na imagem à seguir. Ao lado esquerdo, temos as categorias (etiquetas) para as fotos. Acima temos uma linha do tempo com gráficos que mostram os períodos em que mais tiramos fotos (as imagens são catalogadas com a data em que foram tiradas automaticamente). Ao centro, temos a lista de fotos e no canto inferior direito encontraremos uma barra de rolagem que nos permite diminuir ou aumentar o zoom em nosso catálogo, permitindo a visualização de mais ou menos imagens de uma só vez.
Para importar para dentro do F-spot outras imagens que você já possua no seu computador, iremos no menu Arquivo -> Importar. No menu “drop-down” clique e selecione a opção “Selecionar Pasta”. Localize o diretório em seu computador que contém as imagens e conclua a importação. Vale lembrar que por padrão o F-spot copia todas as imagens para seu banco de dados (que fica no seu diretório pessoal com o nome de “Photos”) e eu não recomendo que você desative este recurso. Portanto não mexa no diretório de fotos do F-Spot nunca! Toda a manipulação de imagens deverá ser feita de dentro do programa.
Agora que já aprendemos a importar imagens para dentro do F-spot, vamos aprender a editá-las e explorar melhor os recursos deste programa. Para abrir uma imagem, dê um duplo clique sobre ela (para voltar ao catálogo, clique 2 vezes novamente sobre a foto). Veja abaixo os principais recursos:
Ao lado esquerdo, logo acima das informações da foto, temos uma opção para selecionar a versão da foto. Qualquer alteração que você faça numa foto, ela será salva como uma cópia, de tal forma que o F-Spot sempre armazenará a imagem original como backup. Logo abaixo da foto, podemos ver um campo “Comentários” que serve para fornecer uma legenda à foto. Logo abaixo, podemos mudar as proporções da imagem para corte (Ex: 4:3, 5:6, 5:7, etc). O formato padrão aqui no brasil para revelação é o de 4:3, portanto você pode selecionar esta opção e traçar um retângulo sobre a foto para cortá-la (clique em um lugar da imagem, segure e arrasta para desenhar o retângulo). Após feito o retângulo da área que desejamos preservar (o resto será cortado fora) basta pressionar a primeira ferramenta de edição no canto inferior para proceder com o corte. Após feita qualquer modificação em uma imagem, ela será automaticamente salva como uma cópia e a versão original será preservada (e poderá ser acessada pelo menu “Versão”.
Continuando com as ferramentas de edição, ainda teremos uma ferramenta para remoção de olhos vermelhos (faça um quadrado no olho antes de utilizar esta ferramenta) , uma ferramenta para ajuste de cores, uma para conversão para preto e branco e outra para conversão para sépia (simulando imagens antigas naquelas tonalidades amareladas).
Vamos aprender agora a exportar nossas fotos para outros tipos de mídia. Selecione as imagens que deseja exportar e vá até o menu Arquivo -> Exportar. Com o F-spot você poderá:
  • Exportar para o Flickr
  • Exportar para o Picasaweb
  • Exportar para uma galeria web
  • Exportar para uma pasta local no seu computador
  • Exportar para um CD
Você ainda pode acessar o menu Arquivo -> Enviar e-mail para que uma nova mensagem com as imagens seja criada usando o Evolution.
Dica: Sempre que importar fotos novas, selecione-as, clique com o botão direito e anexe etiquetas para elas, facilitando a catalogação por categorias. Você pode criar diversas novas etiquetas (e sub-etiquetas) indo em Etiquetas -> Criar nova etiqueta.
Agora é só sair poraí tirando fotos e catalogando-as no F-Spot!!! Boas fotos!
Fazendo backup de suas fotos:
Embora o Linux seja um sistema bastante estável, é sempre bom fazer um backup de vez em quando de seus arquivos, principalmente se você pretende fazer alguma grande atualização no seu sistema ou reinstalá-lo. Para fazer um backup de suas fotos no F-Spot, salve o diretório “Photos” localizado na sua pasta pessoal (é lá que ficam todas as fotos importadas pelo F-Spot). Para não perder os dados de catalogação, faça um backup também do diretório ~/.gnome2/f-spot/ (lembrando que tudo que começa com “.” é oculto no Linux, portanto pressione “Ctrl + H” na sua pasta pessoal para ver os arquivos e diretórios ocultos.
Após formatar sua máquina e reinstalar o sistema, coloque o diretório “Photos” no seu diretório pessoal e o diretório “f-spot” dentro do diretório “.gnome2″ que está oculto na sua pasta pessoal. O backup já será restaurado.

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Oct 21
Que tal esperimentar o prazer de voar livremente pelos céus, porém com todo o conforto do seu lar, e o melhor, sem riscos de nenhum acidente! Com os simuladores de vôo isso é possível. Neste artigo iremos conhecer o Flight Gear, um simulador de vôo open source muito bom, e o melhor: gratuito.

Cancele seus compromissos do dia pois após instalada esta maravilha, você não vai mais querer parar. Trace seus próprios planos de vôo, decole, pilote, manipule todos os aparelhos e pouse. Tudo isso é possível com o Flight Gear.

Instalar o Flight Gear é muito simples na maioria das distribuições Linux. A grande maioria delas já disponibiliza um pacote do Flight Gear prontinho para instalação. E no Ubuntu isso não poderia diferente, claro. Para instalar o Flight Gear precisamos inicialmente ativar os repositórios Universe, caso não tenham sido ativados antes. Para fazer isso é muito simples, basta abrirmos o Synaptic (Sistema -> Administração -> Gerenciador de Pacotes Synaptic) e irmos em Configurações -> Repositórios. Nesta janela que se abrir, vamos fazer a seguinte configuração (dependendo da versão do Ubuntu):
  • Se você utiliza Ubuntu 6.06 Dapper Drake, clique em Adicionar e em seguida marque a caixa Mantido pela comunidade (universe). Em seguida clique em Adicionar e em seguida em Fechar. Agora clique no botão Recarregar para atualizar a lista de pacotes.
  • Se você utiliza Ubuntu 6.10 Edgy Eft, ative a caixa “Programa de código aberto mantido pela comunidade (universe)“. Feito isso clique em Fechar. Clique agora em Recarregar e aguarde até que a atualização seja feita.

Agora que o repositório universe já está devidamente configurado, ainda no Synaptic clique em Procurar e pesquise por flightgear. Ao localizar o programa, dê um duplo clique sobre o mesmo para marcá-lo para instalação. Agora é só clicar em Aplicar e aguardar que o programa se instale automaticamente pela internet.

Pronto, o Flight Gear já está instalado. Não se assuste pois o programa não cria nenhum ícone no menu, afinal ele não possui uma interface gráfica, no entanto fique frio que pela janela do Flight Gear poderemos controlar o principal para nosso primeiro vôo. Vamos iniciar o programa pressionando Alt + F2 e entrando com o seguinte comando: fgfs

Após o simulador carregar, você deverá se deparar com a seguinte tela:

Caso você tenha se deparado com uma tela toda escura com algumas luzes, você pode estar tentando voar à noite. O Flight Gear tenta pegar a hora GMT0 e verifica o timezone que você está no mapa com o avião, daí se configura para o horário local no jogo. Mas não se preocupe, para nosso primeiro vôo, vamos voar de dia para nos acostumarmos com a aeronave antes de tudo. Vá até o menu Weather -> Time of Day e selecione a opção Dawn. Agora sim está dia :D
Bom, se sua placa de vídeo for boa, seria interessante habilitar todos os efeitos visuais do simulador, melhorando a qualidade. Por padrão, o Flight Gear abre com todos os gráficos no mínimo, de forma mais humilde. Para melhorarmos isso vamos em View -> Rendering Options e ativamos todos os efeitos visuais.

Antes de sairmos do chão, nossa primeira e rápida aula sobre os controles básicos do simulador. Leia todos estes itens antes de prosseguir:

  • Para começar, a tecla P irá pausar/despausar o simulador, caso você tenha que atender o telefone por exemplo.
  • Ao entrar no simulador, você estará no modo janela, com o mouse livre para navegar pelos menus, minimizar a janela ou redimensioná-la.
  • Ao clicar uma vez com o botão direito do mouse, você entra no modo de controle (o ícone do mouse muda para uma cruz), e ao mover lentamente o mouse, você irá mover o manche do avião. Note que este é um controle sensível, e não tem efeito nenhum enquanto o avião estiver no chão. Mantenha o manche centralizado antes da decolagem para evitar um acidente logo de início.
  • Ao clicar mais uma vez com o botão direito do mouse, você passa para o modo de visualização (o ícone do mouse muda para uma setinha direita/esquerda). Ao mover seu mouse, você verá à partir dos olhos do piloto, e tem total liberdade para olhar para cima, para baixo, para os lados, para traz, etc. Faça uma breve inspeção em sua aeronave e centralize sua vista de forma que você consiga ver bem a pista a sua frente e ao mesmo tempo uma boa parte do painel. Alguns instrumentos são muito úteis quando se está voando.
  • Ao clicar com o botão direito do mouse novamente, você volta para a visão em modo janela e fica com o mouse livre para navegar por todas opções (isso inclui a possibilidade de interagir com os botões do painel).

Entendidos os modos, vá para o modo de visualização e tente olhar um pouco abaixo no seu painel por uma alavanca de potência. Após visualizada a alavanca, vá para o modo janela novamente para poder interagir com os botões. A imagem abaixo mostra de qual alavanca estamos falando:

Clique com o botão esquerdo do mouse na parte superior da alavanca para ir aumentando a potência (se preferir você pode usar PgUp e PgDown para aumentar e diminuir a potência). Você pode pressionar e segurar por um tempo, até que ela fique completamente afundada. Esta é a alavanca de potência do motor, e estaremos assim dando potência máxima para a decolagem. Após fazer isso, você pode pausar o jogo com a tecla P para evitar que o avião saia correndo pela pista enquanto você continua lendo as instruções Você pode ainda usar Shift + B para acionar os freios e o mesmo comando para liberá-los mais tarde. Após dar potência máxima e pausar o jogo, vá ao modo de visualização e controle sua visão para que consiga ver melhor a pista de decolagem.
Agora que o motor está com potência máxima, o avião deve começar a andar sobre a pista. Utilize as teclas “,” e “.” (que na verdade são as teclas “< ” e “>” porém sem segurar o Shift) para dirigir o avião e mantê-lo na rota. Estas teclas acionam os freios da esquerda e direita respectivamente, o que fazem o avião virar na pista. Pode ser difícil no começo controlar, mas com cuidado não deixe que o avião saia da pista.

Com o avião em velocidade, e dentro da pista, vá avançando e quando o final da pista começar a se aproximar, vá para o modo de controle para poder controlar o manche com o mouse. Não tente dar uma de apressadinho, deixe que o avião corra pela pista o máximo possível (verifique se o manche se encontra levemente afundado de forma que o avião não vá subir ainda), afinal, se você não ganhar velocidade suficiente, você irá decolar e em seguida perder altitude fazendo seu avião cair. Quando o final da pista estiver realmente próximo, mova suavemente o mouse para traz fazendo com que o manche seja puxado para fora. Com isso o avião deverá decolar. Não faça movimentos bruscos nem tente uma subida muito íngrime. Tenha em mente que se você tentar subir de uma vez a aeronave, ela ficará muito em pé, recebendo uma grande quantidade de vento, o que irá fazer com que você perca a estabilidade da aeronave e ela seja jogada violentamente para baixo numa queda muito rápida. O mesmo para virar, lembre-se que você está em um avião e não em um carro de corrida.

Você deve controlar sua aeronave movendo o manche de forma suave e nunca deixar que ela deite muito ou embique para cima ou para baixo demais. Vá voando e se distanciando do aeroporto. Quando chegar a uma boa altitude, tente estabilizar ao máximo a aeronave, e curta a visão. Para mudar os ângulos de vista, precione a tecla “V“. Visualizando sua aeronave por fora, você pode controlá-la pelas setinhas do mouse, se preferir, no entanto preste atenção na forma de controle. Não segure o botão pressionado, mas pressione e solte o botão rapidamente (controle de “toquinhos”). Uma vez que você apertou a setinha para baixo, por exemplo, você faz com que o manche saia um pouco e o avião comece a subir, no entanto o manche não irá voltar, ele permanecerá naquela posição. Se você pressionar novamente a seta para baixo, ele irá subir mais, e assim por diante, até que você começe a pressionar a seta para cima. Tome muito cuidado. Para voltar ao cockpit pressione “Ctrl + V“, e você poderá então mudar para o modo de controle e assumir o manche da aeronave com o mouse novamente.

NOTA: Quando você estiver pilotando com uma visão externa, os modos de controle e de visão continuam funcionando. A diferença é que no modo de visão você irá rotacionar a aeronave para ter uma vista periférica da mesma. Só tome cuidado que mesmo com o jogo pausado, o modo de controle funciona e você pode acabar mexendo totalmente o manche, fazendo com que, ao despausar, sua aeronave perca totalmente o controle. Vejam só como ficou minha aeronave após a decolagem:

E com isso concluímos nossa instalação, configuração e primeiro vôo no Flight Gear. Se alguma coisa der errado, você pode começar de novo indo em File -> Reset. Com isso sua aeronave irá voltar para o aeroporto, no entanto o motor estará desligado. Para dar partida no motor e começar tudo novamente, basta clicar no botão de partida, no seu lado direito, até que a chave aponte para cima, ativando o tanque de combustível. Uma vez para que o tanque de combustível esteja ativado, clique e segure para dar a partida, só que desta vez na extremidade direita do botão (START). Para saber qual é o botão, ele fica do lado inferior esquerdo do manche esquerdo. Veja a imagem à seguir:

Com isso concluímos nosso primeiro vôo no Flight Gear. Agora um bom lugar é a própria ajuda do jogo (Help) que deve nos ensinar mais sobre como pilotar. Seria interessante aprender um pouco sobre os “flaps”. Ele podem ser modificados com as teclas “[" e "]” e possuem ajustes próprios para decolagem, vôo e pouso. Ajustar os flaps para o modo decolagem, por exemplo, deverá facilitar bastante na hora de decolar sua aeronave, por outro lado, se mantiver esta mesma configuração de flaps da decolagem no pouso, você poderá encontrar grandes problemas.

Pousar é realmente um problema, e é a parte mais difícil do vôo. Você precisará praticar bastante para conseguir a perfeição. A dica é consultar os manuais (não só os do jogo como manuais de vôo mesmo) para colocar os flaps na melhor posição para pouso. Você deve chegar ao aeroporto já alinhado com a pista bem antes. Se você estiver se aproximando da pista de pouso com o avião torto, nem tente o pouso. Nesta situação o melhor a fazer é subir novamente e fazer um retorno bem aberto antes de voltar ao aeroporto. Aproxime-se lentamente da pista de pouso mantendo-a bem centralizada, diminua a potência lentamente de forma que quando chegar na pista, você esteja com velocidade mínima ou próxima da mínima.

Vá descendo devagar, repare no seu altímetro para ter o exato controle de quantos metros faltam para tocar no chão. Tente tocar as rodas de forma suave e com cuidado para que o avião não encoste no chão e suba novamente. Após tocar o chão e começar a correr pela pista, controle os freios (direito e esquerdo) para manter o avião alinhado, e vá parando lentamente o avião pressionando o botão dos freios “b” com calma (pressione e solte, pressione e solte). Quando o avião estiver quase parado, pressione “Shift + B” para acionar os freios totalmente e estacionar a aeronave. Corte o combustível para desligar o motor.
Para escolhermos outras aeronaves, será preciso iniciar o Flight Gear passando alguns parâmetros (por isso eu disse que ele não possuia uma interface gráfica). Funciona assim:

fgfs –show-aircraft –> Este comando lista o nome de todas as aeronaves disponíveis.

fgfs –aircraft=nomedaaeronave –> Este comando inicia o Flight Gear e seleciona a aeronave desejada.

Exemplo: fgfs –aircraft=c310u3a
Fácil não é mesmo? Agora é só se divertir pilotando diversas aeronaves pelo mundo, lembrando que em cada aeronave, os controles são totalmente diferentes (uma boa dica é consultar as teclas de atalho na documentação do jogo para conseguir executar os comandos básicos em qualquer avião). Se você quiser se especializar melhor e seu inglês for razoável, você pode tentar o próprio tutorial do Flight Gear. Basta abrir o programa e navegar pelo menu Help -> Start Tutorial. São 4 tutoriais diferentes desde o nível iniciante até o avançado.

Vale ainda informar que o Flight Gear vem com mais de 20 aeronaves, mas só com 1 aeroporto e uma pequena região para você voar. Você até pode voar pelo mundo inteiro mas não verá os cenários destes locais, só oceano. Para incrementar ainda mais seu jogo adicionando vários cenários (todos os locais do mundo estão disponíveis) ou colocar mais aeronaves, visite o site oficial no endereço: http://www.flightgear.org/

Você pode ver um mapa mundi completo dividido por regiões para que você escolha qual parte dele deseja baixar neste link: http://www.flightgear.org/Downloads/scenery-0.9.10.html . O ftp oficial é muito congestionado, mas você pode usar o mapa apenas para ver o nome do arquivo que você precisa e baixar de um mirror, como este: http://mirrors.ibiblio.org/pub/mirrors/flightgear/ftp/Scenery-0.9.10/

Você ainda pode suportar o projeto e evitar grandes downloads adquirindo todo o conteúdo em CD-ROM (no caso do jogo) e DVDs (no caso dos cenários) no link: http://cdrom.flightgear.org/

Para terminar, fiquem com uma screenshot do meu Desktop. Nela eu decolei de Congonhas em São Paulo (baixei os cenários no site) e já havia saído da cidade. Clique na imagem para ampliar. Um abraço a todos!

Bom vôo.

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