Apr 21

Já está disponível a versão beta (de testes) do novo Open Office 3. São diversas melhorias, dentre elas, a possibilidade de ver múltiplas páginas ao mesmo tempo no Writer, um sistema bem mais bonito de notas, suporte ao formato do Microsoft Office 2007, possibilidade de edição de PDFs e integração com o Mac OS X (não depende mais do X11).

Testando um pouco o programa, dá pra notar que ele está um pouco mais rápido, mas ainda nada próximo do ideal. A interface gráfica permanece com cara de “Office 95″, bem atrasada para o padrão de suites de escritório mais modernas. Já as funcionalidades estão excelentes. Substitui bem o Microsoft Office na maioria dos casos, e recomendo para escritórios de olhos fechados.

Sem dúvida o Open Office hoje está bem atrasado (quando o assunto é interface) em relação aos seus concorrentes Microsoft Office 2007, Microsoft Office 2008 e iWork 08. Mas é uma excelente opção gratuita para quem deseja montar um escritório com custo reduzido, fora que é ideal para o pessoal que está acostumado com o Office 95/97 ainda (coisa bastante comum aqui no Brasil). Conheço gente que fica totalmente perdida num Office 2007 ou iWork 08. A interface é muito bem assimilada para quem não acompanha grandes inovações no campo das suites de escritório.

Fiquei bastante contente em poder rodar o Open Office no Mac sem a necessidade de rodar o X11 (que deixava o aplicativo bem feio, pesado e pouco compatível), mas por outro lado, fiquei também decepcionado com a interface do programa. Só para comparar, vejam uma screenshot do iWork:

E abaixo uma screenshot do Microsoft Office 2008:

Para quem quiser experimentar o Open Office 3 beta, aí vão os links:

Download do Open Office 3 - Beta (somente inglês no momento)

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Apr 20

Acho que todo mundo já ouviu falar do OLPC (One Laptor Per Child, ou, traduzindo, Um Laptop Por Criança), o projeto sem fins lucrativos que busca distribuir laptops de até 100 dólares para crianças principalmente de países mais pobres. O projeto já foi implementado aqui no Brasil em escolas piloto, mas ainda está longe de atingir a massa brasileira.

O que mais impressiona neste laptop é seu design, que deixa até os marmanjos babando:

Este laptop foi projetado especialmente para uso de crianças. Possui teclado resistente à água, aguenta quedas consideráveis, e possui uma tela que se adapta para o formato de um leitor de e-books. Tem ainda uma placa de rede sem fio acoplada, que permite que uns laptops encherguem os outros automaticamente numa sala de aula, sem necessidade de configuração dos clientes, permitindo navegação na internet, chat entre os alunos e até atividades em conjunto.

Um detalhe que chama a atenção (em especial dos militantes do software livre) é que o OLPC roda Linux, uma distribuição baseada no Fedora totalmente modificada e bem mais leve (afinal o OLPC foi projetado para rodar com apenas 128MB de memória RAM. O sistema é muito bem feito e bastante limitado também, fechado de tal forma que seja praticamente impossível que uma criança consiga remover algum arquivo importante. O OLPC já vem com alguns softwares (7 principais): um software de projetos (que permite a criação de desenhos e livros digitais), um navegador de internet, um tocador de vídeos via internet, um jogo de memória, um programa de chat e até um editor de textos e um sintetizador de sons para composições.

Curioso? Então que tal rodar o sistema operacional do OLPC no seu computador? E não requer instalação nativa, ele roda emulado perfeitamente. Para isso, basta seguir os seguintes passos:

1 - Faça o download da imagem do sistema em formato Vmware neste link. Descompacte o arquivo e salve a pasta em algum lugar de seu computador.

2 - Faça o download e instale gratuitamente o Vmware Player (versões para Linux, Windows e Mac OS X) neste link.

3 - Abra o Vmware player e mande-o abrir a imagem de disco que fica dentro da pasta resultante da extração do arquivo de imagem no passo 1.

4 - Agora é só esperar o sistema operacional iniciar na janelinha e começar a brincar. Para tirar o mouse de dentro da máquina virtual, pressione simultaneamente Option + Ctrl (no mac) ou Ctrl + Alt (no PC).

Veja abaixo algumas imagens capturadas do sistema em meu computador:

Esta é a janela inicial e central do sistema. Os ícone ao redor do símbolo central indicam os programas abertos:

Este é o programa de desenho do OLPC. Ele fica dentro do software de projetos, e também é aqui que você escolhe a língua do sistema (no caso escolhi português):

O navegador de internet é bastante limitado. O básico para a criança conhecer a grande rede mundial. O botão direito é desativado, e não é possível copiar nada para colar em outro lugar.

Este é o editor de textos. Aparentemente ele é baseado no AbiWord (pela janela de salvar deu pra descobrir). Só que é bem limitado, só permite edição básica mesmo. Nada de inserir imagens e mudar a fonte. Para criações mais complexas use o software de desenho que permite até colocar botões com ações como ir para a próxima página.

Este é o PenguinTV. Uma agregador RSS que exibe arquivos multimídia. Aparentemente a execução de arquivos multimídia ainda não funciona corretamente (pelo menos não via máquina virtual).

E este é o jogo de memória:

 

De certo a proposta do OLPC é louvável. É verdade que este laptop é excessivamente limitado (tanto do ponto de vista do hardware quanto do software), mas para o que ele se destina, é suficiente. Custo baixo para ser adotado por países sub-desenvolvidos e pode ser usado na educação de crianças que nunca tiveram contato talvez com a internet. No site do projeto você pode fazer doações. Nos EUA você pode comprar o produto, e, pagando um pouco mais, você compra 2 laptops, um para você e outro para uma criança pobre em algum lugar do mundo.

Se você for um daqueles aventureiros do mundo Linux, no boot do sistema, na tela do grub, pare o arranque e passe parâmetros logo ali, permitindo o início de sessão em modo texto. À partir daí, o OLPC não passa de uma distribuição Linux mesmo, pronta para ser explorada :D .

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Oct 05

Se você acha que seu Windows XP é bonito olhe o Linux!
No Windows XP temos “muitas” aparências pra se alterar não é mesmo? Deixe-me lembrar… Tem o tema verde oliva, o azul padrão e aquele prateado né? Ah… esqueci-me do visual do Windows 2000 também. São 4 ao todo. Você acha que isso é personalização???
Se você se sente incapacitado de exercer suas atividades artísticas personalizando um desktop no Windows experimente o Linux. O ambiente gráfico Gnome (que é o padrão do Ubuntu e Fedora) vem com uma série de temas que mudam cores, bordas, botões das janelas, efeitos, ícones e muito mais. Você ainda pode combinar dentre eles criando infinitas possibilidades visuais. A posição de barras também pode ser personalizada bem como sua quantidade. Mini-aplicativos se integram maravilhosamente com os painéis criando um sistema funcional e incrementado, exibindo seus e-mails, notícias, previsão do tempo, montagem de volumes (cds, dvds, disquetes, pen drives), monitor de carga da cpu, monitor de temperatura, etc. Como se não bastasse você pode conectar a internet em um site especializado de temas e pegar vários outros. Da pra ficar horas só mudando a aparência de sua tela. Com programas como Gdesklets você pode integrar no fundo de sua área de trabalho (em cima do papel de parede) recursos como monitoramento da carga da cpu, temperatura, checagem de suas contas de e-mail, menus animados (igual aquele do Mac OS X por exemplo), frase do dia, notas “post it”, barrinhas, controles para seu player de som, da até pra colocar um sistema pra baixar as capinhas do cd que você está tocando ou até do “suposto” cd no qual seu MP3 estaria.
Vamos dar uma olhadinha como é um desktop gnome configurado com gdesklets:

Gdesklets e Gnome em ação

Com um pouco mais de trabalho você pode implementar um sistema de desktops paralelos 3D. La no Windows agente tem apenas aquela interface, que quando enche de janelas ficamos perdidos abrindo uma por uma. No Gnome você pode colocar até 36 desktops ao mesmo tempo. É como se você tivesse 36 monitores. Se você entupiu a tela de programas, vá para outro desktop e continue o trabalho sem aquele monte de janelas. E você pode mudar de um para outro com efeitos de transição animados em 3D! Isso realmente impressiona todos meus amigos que vêm em casa.
Vejam que legal a troca de desktops:

3D Desk trabalhando

Se você gosta de coisas um pouco mais complicadinhas, pode tentar instalar pelos tutoriais programas de desktop como o Looking Glass da Sun. Nele você vira janelas ao contrário de forma totalmente 3D, e ao invés de minimizar programas pode guardá-los de lado como se fossem livros. Conceitos totalmente inovadores estão disponíveis no Linux. Veja como é um desktop 3D:

Ambiente Looking Glasses

Esse último desktop realmente vai deixar você de boca aberta. Se você tem Real Player ou Quick Time entre neste link e assista o vídeo de demonstração. É realmente fantástico!
O ambiente gráfico do Linux, com ajuda de alguns programas, oferece total suporte a transparências. Você pode, por exemplo, comentar este meu post pelo seu Firefox e ao mesmo tempo olhar a janela do messenger atraz. Da pra deixar as janelas transparentes como se estivessem sendo projetadas em um vidro.
Vejam como fica:

Gnome usando transparências

Se você não gostou muito do Gnome e não quer tentar nada muito extravagante como o Looking Glasses, que tal usar o KDE que tem belíssimos efeitos de transição e um painel de controle super completo? Ícones, wallpapers, temas, cores e tudo podem ser personalizados por horas.
Seu computador está um pouco obsoleto? Sem problemas, use uma interface mais leve como o IceWM que aceita ícones, menus e temas também, mas de forma bem mais leve. Se quiser radicalizar experimente o Fluxbox que nem ícones tem. Todos os aplicativos ficam num menu flutuante que você chama com o botão direito do mouse.
Se você realmente gosta da aparência do Windows XP (que mal gosto heim!) pode usar o XPDE que é uma interfáce gráfica clone… é igualzinho imitando os menus, ícones, ferramentas e tudo mais.
Dêem uma olhadinha:

XPDE em ação

Deu pra perceber que no Linux você pode ter vários ambientes desktop diferentes, né? No Linux, o ambiente desktop roda em cima do “X” que é o servidor gráfico. Repare que aquele monte de efeitos e frescuras visuais não passam de programas e não do sistema operacional. Se você detonar tudo e deixar o computador extremamente lento chegando a travar janelas até, pra que reiniciar o computador? Você pode apenas reiniciar o “X” apertando Ctrl + Alt + Backspace e voltando direto pra tela de login. Da pra fazer isso no Windows? São muitos os ambientes desktop para Linux. Ai vão alguns: Gnome, KDE, Fluxbox, Openbox, Blackbox, IceWM, WindowMaker, Xpde, Afterstep, Blanes, Enlightenment, Fvwm, Golem, Oroborus, Qvwm, XFCE e muitos outros.
Incentive sua criatividade, use Linux!

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