Apr 23

Olá pessoal,

Tendo visto a dificuldade de muitas pessoas ao enviar arquivos para impressão, vou explanar um pouco aqui sobre conceitos básicos do Design Gráfico. Talvez você já deva ter ouvido falar (ou até tenha algum conhecimento) em escalas de cores, RGB, CMYK, Pantone, ou em resolução de 72dpi, 300dpi, etc. Mas será que você realmente sabe o que significa tudo isso e como usar corretamente?

Muita gente quando vai criar um impresso simples, opta por usar Open Office ou outro software justamente por não dominar ferramentas como GIMP, Inkscape, Photoshop, Illustrator ou Corel. Então rapidamente vamos dar uma passada pelos conceitos básicos e aprender a fechar um arquivo para impressão. Dúvidas como: “Crio no GIMP ou no Inkscape?” e “Posso usar o Open Office?” são comuns.

 

A resolução do arquivo

Muito se fala sobre a resolução do arquivo, mas muita bobagem também. Uma imagem capturada na internet geralmente possui 72 DPI de resolução. DPI é a abreviação de Dots Per Inch, ou seja, Pontos Por Polegada. Esses pontos por polegada, são única e exclusivamente para impressos. Se você pegar uma lupa bem potente e colocar em uma página impressa, você verá que ela não joga um monte de tinta apenas, mas trata-se de uma retícula. Uma impressão é composta de pequenos pontos (como pixels) cada um de uma cor, sendo que nossos olhos enxergam apenas o conjunto e a imagem é montada em nosso cérebro. Uma imagem que possui 72 DPI quando impressa, quer dizer que a impressora irá jogar 72 pontinho impressos por cada polegada linear (isso mesmo, porquê você pode imprimir algo em 72/300dpi, ou seja, 72 pontos por polegada horizontal e 300 pontos por polegada vertical). Mas na maioria dos casos, quando falamos apenas “72 DPI” queremos dizer tanto na horizontal como na vertical.

Abaixo podemos ver uma imagem em boa qualidade no monitor. Mas se estiver em 72 DPI, e principalmente se aumentarmos o tamanho dela ainda, ela poderá aparentar como na imagem logo abaixo (uma simulação de grade de pontos foi feita):

Já no monitor, a história é diferente. Uma imagem com 300 DPI e a mesma imagem com 72 DPI podem aparentar idênticas na tela de um monitor, afinal o monitor não trabalha com pontos por polegada, mas sim com pixels por polegada. A maioria dos softwares modernos fazem a conversão para você, então se você pegar uma imagem de 300 DPI e transformar em 72 DPI, o software irá diminuir o tamanho em pixels dela também, mas se você quiser, pode diminuir apenas as informações de DPI e manter as de pixels, e vice versa. Para criar um arquivo para web, nós trabalhamos apenas em pixels, então você deverá dizer quantos pixels uma imagem possui na horizontal e quantos pixels na vertical. Quando você cria uma imagem em 1024×768, nada mais está fazendo que criando uma imagem que possua 1024 pixels na horizontal e 768 pixels na vertical.

Se você abrir a imagem em um monitor que está configurado numa resolução menor (800×600 por exemplo), a imagem não caberá na tela se você visualizá-la 100%. Já se você abrir a mesma imagem em um monitor com resolução maior (1280×1024 por exemplo) a imagem aparentará menor. No entanto, quando maior a resolução do monitor, obviamente, mais nítida ela irá aparecer.

Cores

Muito se fala com relação a cores. A princípio é importante destacar que cor é um conceito muito relativo. As pessoas não enxergam as mesmas cores, de tal forma que um azul para mim pode não ser o mesmo azul para você. Além de o fato de a visão humana ser considerada o sentido que mais nos traz informações duvidosas (por incrível que pareça), a cor está sempre relativa à luz direcionada ao objeto. Um azul no meio de um monte de branco não é o mesmo azul captado se estivesse no meio de um monte de preto, ou de laranja. Uma luz branca traz todas as frequências de cor, de tal forma que quando incide sobre um objeto azul, por exemplo, o azul absorve todas as frequências de cor menos a azul, jogando-a de volta. Por esse motivo vemos o objeto azul (isso mesmo, um objeto azul na verdade é tudo menos azul). Nós enxergamos uma espécie de negativo.

Outro fator são as dificuldades de visão. Cerca de 20% dos homens brancos são daltônicos (não apenas homens brancos são daltônicos, mas eles são a maioria), e cada daltônico possui um tipo e grau de deficiência. Se uma pessoa do casal for daltônica e nascer um filho (homem), é 100% de chance de ele nascer com a deficiência, já se for mulher, o casal de pais tem de ser daltônico (necessariamente tanto o pai quanto a mãe), por isso é raro uma mulher daltônica, mas em homens é muito comum. Estas pessoas simplismente enxergam menos cores, de tal forma que muitos designers criam artes lindas que daltônicos não conseguem sequer ler. Um bom exemplo foi aquela campanha que o Carrefour fez, que você recebia o código mágico e colocava na tela da TV na frente de uma bolinha azul para ver o prêmio. Daltônicos não conseguiam ver o código premiado. Analisando sob essa perspectiva, é importante ter pelo menos um designer daltônico da sua agência de publicidade.

Cor Luz vs Cor Pigmento

Aqui está a grande dificuldade em se imprimir um material que está na tela de seu computador. A tela do computador, a tela da TV e o seu celular tem algo em comum, todos eles reproduzem cor luz para você. Eles emitem luz colorida, em outras palavras. É o contrário, por exemplo, de uma parede pintada de verde, que não emite luz própria. A luz do ambiente incide sobre a parede e reflete (como já expliquei, o verde absorve todas as frequências e devolve só a da cor verde) até nossos olhos fazendo aparentar verde no nosso cérebro. Aí estão os 2 tipos principais de cores, sendo as da televisão as cores luz e as da parede as cores pigmento. Uma impressão é sempre uma cor pigmento.

As cores luz possuem uma escala própria (convenção mesmo) que é a RGB, abreviação para Red, Green, Blue, em outras palavras, Vermelho, Verde e Azul. Essa é a escala padrão utilizada por monitores, tvs e todo tipo de aparelho que emita cor luz. Quanto mais cor adicionamos à uma imagem, mais clara ela aparenta. Se você misturar 255 de Vermelho (a escala RGB traz cores de 0 até 255), 255 de Verde e 255 de Azul, você terá a cor branca.

Já com as cores pigmanto é justamente o oposto, quando mais cor você coloca, mais opaco e escuro fica. Se você misturar todas as cores, terá algo próximo do preto. Imagine você com algumas canetinhas hidrográficas pintando um papel. Primeiro você pinta com uma cor, depois com outra em cima, depois outra, e assim vai. Que cor vai sair no final? Daí vem aquela velha história que já vi gente se matando na discussão: uns dizem que a união de todas as cores da o branco, e outros dizem que a união de todas as cores da o preto. Agora você sabe que isso depende! Se for na cor luz, é branco, se for cor pigmento, da preto (ou alguma coisa próxima).

No caso da cor luz (um monitor por exemplo), a ausência de cores resulta no preto (seria o monitor desligado). No caso de um papel, a ausência de cores (uma folha branca) resulta na cor branca.

Escalas de Cores

Entendido isso, vamos então entender melhor o que são as escalas de cores. Nós já vimos 1 delas, a RGB (Red, Green e Blue). Vamos conhecer agora a escala de cores padrão para trabalhos impressos, a CMYK.

CMYK é a abreviação para Cian, Magenta, Yellow e Key. Traduzindo: Ciano, Magenta, Amarelo e Chave… pera aí… Chave??? Na verdade, a escala é apenas CMY, sendo que o “K” seria o preto. O preto seria a cor chave, pois ela é impressa por último só mesmo para das os retoques e acertar a tonalidade das cores. Essas cores variam de 0 até 100 na escala, Se você enviar um arquivo para gráfica com C=0, M=0, Y=0 e K=100 você não terá preto! Você terá algo próximo do preto, um tipo de “preto sujo”. Para ter um bom preto, você precisa misturar o Black com outras cores, sendo que você pode ter um preto mais frio, um preto mais quente, e um preto total (100 de todas as cores) mas não faça isso! Se você jogar 100 de todas as cores, a propabilidade de o papel atolar na máquina no momento da impressão é muito grande, devido a uma saturação extrema de tinta no papel.

Agora da pra entender quando as pessoas falam que um impresso é 4×4 cores, ou seja, 4 cores na frente e 4 cores no verso. É a chamada quadricromia, pois a união das 4 cores (CMYK) produz todas as outras cores. Alguns designers trabalham em hexacromia ou até mais. Digamos que você produzirá um material impresso só de frutas. A reprodução de cores de frutas é meio fraca na escala CMYK e por conta disso, alguns designers mais exigentes adicionam mais cores à escala CMYK imprimindo em 6 ou 7 cores.

Agora vamos ver um outra escala de cores que você já conhece, a RYB, Red, Yellow e Blue. Você acha que não conhece essa escala? Se enganou, você aprendeu ela no pré primário ou talvez na primeira série. São as cores primárias, o Vermelho, Amarelo e Azul. Agora veja só que interessante, sua professora disse que somente com essas 3 cores você conseguia criar qualquer outra, mas você foi enganado. É meio impossível você criar algo Ciano com essa escala de cores por exemplo. E não é interessante que, de todas as escalas de cores, nós aprendemos simplismente a menos usada? Essa escala é usada principalmente em aquarelas, sendo que a maioria dos pintores não usa apenas essas 3.

Existem diversas outras escalas de cores, mas vou chamar apenas mais uma, a Pantone. Muita gente fala Pantone pra lá e Pantone pra cá porque acha chique, bonito, mas a verdade é que da pra contar nos dedos quem realmente trabalha com Pantone… rs. Na verdade, Pantone é uma marca registrada, uma marca de tintas. A Pantone é uma empresa que garante a fidelidade de cores no seu material impresso, mas para isso, você precisa criar a arte em um software compatível (Photoshop ou Illustrator, por exemplo) e imprimir com tintas pantone o que aumenta absurdamente o custo do projeto. Cores pantone não são para fazer cromia (mistura) mas para serem utilizadas apenas em pequenas quantidades.

Por exemplo, se você tem uma logomarca que usa a cor Pantone 151C (um laranja forte). Você quer que todo seu material seja impresso mas que a sua logomarca venha necessariamente com aquela cor que você viu impressa no catálogo da Pantone. Você manda todo o impresso em CMYK, cromia normalmente, mas apenas a logomarca você manda em Pantone, de tal forma que o cara da gráfica vai colocar na máquina Ciano, Magenta, Amarelo, Preto e Pantone 151C. Quase todo designer que se preza, ao criar uma logomarca, cria logo ela em Pantone, para dar garantia ao cliente da fidelidade de cor, mas em 90% dos casos, o cliente nunca irá imprimir mesmo em Pantone, mas sim usar o CMYK correspondente.

Conclusão

Não é tão simples como parece trabalhar com impressos. O importante é você lembrar da resolução, a princípio. Não adianta pegar uma imagem da internet com 1024×768 pixels (tamanho grande por ser na internet) e querer jogar em um cartaz. Só pra ter uma idéia, um imagem pode estar com 1024×768 pixels em 72 DPI. Quando convertida em 300 DPI, a imagem fica com um pouco mais de 8×6 cm. 300 DPI é uma boa resolução para impressos em geral, mas em caso de impressos de alta definição (como banners laminados) o ideal é que as imagens sejam enviadas em 600 DPI, nesse caso nossa imagem ficaria com cerca de 4×3cm. Outro detalhe é que o texto deve sempre ir em vetor para que a qualidade seja garantida, mas isso já é assunto para outro post.

Lembre-se que o GIMP não trabalha com CMYK, então não da pra se basear muito nas cores que estão na tela e querer garantia que sairão idênticas no papel, até porque o monitor é cor luz e o papel é cor pigmento. Uma boa é ter a maos um catálogo impresso CMYK de sua gráfica, para você escolher a cor no papel e jogar o código no computador. Utilize o Inkscape, ou Xara Xtreme para isso no Linux (não o GIMP por não trabalhar com CMYK). O ideal é que você utilize o GIMP apenas para tratar as fotos, e toda criação seja feita em vetor, no Xara Xtreme ou Inkscape. Se você não estiver no Linux, mas sim no Windows ou Mac, pode usar os mesmos conceitos mas com relação a Photoshop e Illustrator.

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Jun 29

Bem, primeiramente gostaria de anunciar algo. Como alguns devem ter notado, estou mudando um pouco o blog. Já testei vários temas, ainda não decidi por um definitivo. E mudei o nome também para “Em busca do melhor”. A partir de agora vou postar sobre diversos outros assuntos também. Vocês podem conferir as 4 categorias ali do lado: Design Gráfico, Geral, Linux e Software Livre e Ubuntu. Portanto irei falar sobre várias coisas e não apenas sobre Software Livre. Mudei até os produtos dos anúncios do lado, acho que o pessoal já sabia de cor os produtos que tinha alí né? Quem vai comprar desse jeito né? rs
Continuarei com meus posts sobre Ubuntu, Linux e Software Livre, mas também esperem outros posts sobre Design, alguns trabalhos meus, Mac e a suite Adobe. Pra quem não gostar, ainda bem que o blog é meu mesmo… rs. E podem assinar o RSS só da categoria que interessar! Como sempre, grande abraço!!!

Em homenagem ao novo fetiche de muitas pessoas vidradas em tecnologia, desenhei um iPhone aqui. Depois que eu fiz aquele iFod, me deu uma vontade de fuçar um pouco mais nas configurações da ferramenta “extrude” do Illustrator. O resultado é que consegui desenhar um iPhone totalmente 3D nele (vejam o vídeo demonstrativo no final do post), ou seja, posso virá-lo e tirar uma foto vista por qualquer ângulo dele quando quiser. Depois de ter o formato todo 3D com alguns gradientes, peguei algumas fotos do iPhone na internet e fui cortando no Photoshop, separando parte por parte, lateral, quina superior, quina inferior, frente, etc. Daí foi só ir colocando com cuidado a imagem dentro das formas 3D. Só que como não encontrei uma boa foto da lateral direita do iPhone pra ver como é, eu usei a esquerda invertida hehe, por isso podem notar que o lado direito ta igual ao esquerdo. Mas tudo bem, é só pra teste mesmo!
Feito isso, separei aqui 5 ângulos legais, mandei pro Photoshop, acertei os encaixes e finalizei com um desfoque no fundo, um fundo com ruído e luz e ta aí abaixo o resultado:

>>> Clique aqui e veja um vídeo de demonstração < <<

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May 30

Vejam o que uma aula sem nada pra fazer faz com agente… Desenhado e renderizado em 3D no illustrator, efeitos no Photoshop.

Tudo começou na sala quando o “guigui” levou seu super MP3 player que é igualzinho um iPOD (só que sem sensor de toque, claro). Daí o pessoal disse que era o iFOD. Já hoje eu na aula estava sem nada pra fazer (já tinha entregado todos trabalhos). Logo veio a idéia do iFOD e vualá! Em 10 minutos tava la o projeto hehehehe. Renderizado em 3D e arte finalizado.

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Aug 24

Design gráfico sempre foi uma grande lacuna no mundo Linux, no entanto esta imagem desenhada do Linux vem mudando a cada dia. É certo que o Mac é de longe a melhor plataforma para se trabalhar com imagens, mas o Linux está no caminho certo.

Corel Draw e Illustrator sempre foram os carros chefes em ilustração vetorial pelo mundo. O Illustrator é a ferramenta de ilustração mais utilizada em máquinas Mac e o Corel Draw o mais utilizado em PCs rodando Windows. No entanto, nenhuma destas duas soluções está disponível para Linux. Muitas pessoas utilizam o Inkscape para gráficos vetoriais no Linux, como é o caso do meu amigo Xterminator. O Inkscape é um excelente programa como já demonstrei anteriormente aqui numa vídeo-aula.

No entanto, irei lhes apresenter um outro software relativamente novo no mundo Linux, chamado Xara Xtreme (lê-se “zara”). Para comparação, o software mais próximo do Xara Xtreme é o Illustrator, embora o Xara também possua recursos de softwares de edição de imagem como GIMP e Photoshop. O certo é que o Xara Xtreme é um software completo, que pode desde editar suas fotos para remover olhos vermelho, até permitir que você desenhe com toda facilidade. O Xara Xtreme foi originalmente escrito para Windows e foi uma revolução, pois ele aceita os plugins do Photoshop e consegue aplicá-los em vetores (até o momento este recurso ainda não foi implementado na versão Linux). Isto significa que você pode aplicar diversos efeitos do Photoshop num desenho seu e conforme vai editando-o, os efeitos vão sendo reaplicados automaticamente, coisa que nem no Illustrator podemos fazer.

Outro detalhe é que o Xara Xtreme é bastante transparente quando trabalhamos com fotos. Se selecionar uma foto e escolher uma cor, ele irá colorizar automaticamente a imagem para a cor selecionada, e se desejar pode mudá-la ou voltar ao tom original. Efeitos 3D, sombras e bordas, são facilmente aplicadas diretamente em vetores, sem a necessidade de utilizar os famosos efeitos de camada do Photoshop. Por estes e outros motivos, o Xara Xtreme é um software bastante poderoso, embora pouco conhecido (em relação aos gigantes da Adobe). O Xara Xtreme ainda pode importar e exportar em diversos formatos, incluindo CDRs (arquivos do Corel) e AIs (arquivos do Illustrator).
A grande novidade é que o código fonte do Xara Xtreme foi liberado e está sendo portado para Linux. Atualmente a última versão lançada para Linux do Xara Xtreme é a 0.7, que ainda não possui recursos de edição de fotos, plugins, biblioteca nem mesmo filtros de saída de impressão ou importação de determinados formatos de arquivos mas é um software já bastante estável que deve agradar os designers de modo geral. No futuro, o Xara Xtreme terá uma versão mais nova portada para Linux, e acredite, muito em breve! Parece que outro dia mesmo saiu a primeira versão pra Linux que nem conseguia ainda salvar arquivos, apenas abrir, e em poucos meses já temos esta bela versão funcional.
Neste pequeno vídeo, irei demonstrar alguns recursos deste poderoso software.

Para fazer o download da vídeo-aula, clique neste link. (28,4MB)

Página oficial do Xara Xtreme: http://www.xaraxtreme.org/

Para instalar baixe o pacote “.package” dê permissão de execução e dê um duplo clique sobre ele.

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