Apr 05

Que a internet veio para ficar é fato. E que a internet é um canal aberto para quebra de privacidade é um fato. Mas como podemos conviver com a internet e manter nossa privacidade?

A cada vez que entramos em um site, nosso IP fica registrado no mesmo. Pelo IP, é possível rastrear uma pessoa e obter sua localização aproximada. Para o provedor de acesso que fornece a conexão ao usuário do IP, é perfeitamente possível ter dados precisos sobre quem está utilizando aquele IP e todas informações podem ser levantadas facilmente. A pergunta que fica no ar é: E a privacidade?

Existe uma ferramenta chamada TOR (abreviação para The Onion Router), que permite a navegação anônima em sites de internet. A rede Tor é uma rede de túneis http (com tls) sobrejacente à Internet onde os roteadores da rede são computadores de usuários comuns rodando um programa e com acesso web (apenas). Pra colocar em português claro, funciona assim:

Você inicia o sistema TOR. O TOR cria em seu computador um proxy socks que deve ser configurado no seu navegador / sistema operacional. Feito isso, você pode navegar de forma anônima na internet. Basicamente, quando você abre um site, ao invés de fazer uma requisição direta ao mesmo, você se conecta a um servidor TOR (ou mais) e de lá o site é aberto e repassado para seu computador. Desta forma, todos os dados transmitidos ao site, serão vindos de um outro servidor, e não do seu computador. Sua identidade é preservada.

Talvez você já deva ter achado inúmeras utilidades para isto, mas talvez não, então como exemplo, digamos que você tenha que baixar um arquivo de um site de downloads que só permite 1 download por dia por pessoa. Ao usar o TOR para trocar sua identidade, você aparece para o site como outra pessoa, podendo burlar o sistema de proteção e continuar fazendo downloads, trocando de identidade sempre que necessário.

Vamos a outro exemplo prático. Vamos supor que você quer acessar o site de seu grande concorrente, cadastrar-se e ter acesso ao maior número de informações sobre ela, mas tudo isso diretamente do computador de sua empresa. Quando você entrar diretamente no site, várias informações são armazenadas, como nome do seu computador, sistema operacional e versão, navegador web, e muitas outras. Usando o TOR, você consegue esta conexão de forma totalmente anônima, impedindo que seja descoberto.

Para quem acompanha a internet, deve ter reparado que antes do lançamento do MacBook Air (que teóricamente era um projeto secreto da Apple), em um site sobre Macs foi constatada uma visita vinda de um computador justamente com esta identificação (MacBook Air). Foi o suficiente para todo o segredo ser comprometido, e dias antes do lançamento, diversos sites de internet divulgaram a informação em primeira mão. Este é um exemplo de uma informação que poderia ser protegida com o TOR.

É óbvio que eu não poderia deixar de citar a utilidade mais comum do TOR, que é a de esconder hackers e crackers pela internet. Mas cada um usa o software para as suas necessidade não é mesmo?

Talvez você esteja pensando: Uau, que incrível, mas isso deve ser uma coisa super complexa, que só hackers estudados poderiam configurar e usar! Pois bem, a resposta é não! Qualquer um pode configurar o TOR com alguns conhecimentos básicos de instalação de programas. E tudo isso graças a um outro software chamado Vidalia. O Vidalia é um software que fornece uma interface gráfica relativamente simples para configuração do TOR em sua máquina. Ele possui versões para Windows, Linux e Mac OS, e pode ser baixado aqui: http://vidalia-project.net/ . Infelizmente, a versão para Linux está um pouco abandonada, mas você encontra pacotes RPM o site oficial.

Para configura o Vidalia, é muito simples. Primeiramente abra o programa. Automaticamente, o Vidalia já irá iniciar o TOR. Clique no botão “Setup Relaying” para configurar o cliente TOR. Na janela que se abrir, clique na aba Avançado, e na parte de endereço, deixe 127.0.0.1, um IP padrão para indicar o próprio computador. A porta padrão é a 9050. Você pode colocar uma senha para acesso ao proxy, ou colocar apena “none” no método de autenticação (o jeito mais fácil). Se você estiver debaixo de um proxy, clique no botão Network e configure pelo Vidalia as informações. Ao terminar, clique em Salvar e feche a janela de configurações.

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Ao término do processo, reinicie o TOR para garantir que tudo será corretamente aplicado clicando em Stop Tor e em seguida em Start Tor. Pronto, a configuração está feita. Toda vez que você quiser obter uma nova identidade, cique em “Use a New Identity”.

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Agora que o Tor está rodando e devidamente configurado, basta configurar o navegador para usar o Proxy que criamos de navegação anônima. A configuração do Proxy varia de sistema operacional para sistema, e em alguns casos, está atrelada ao navegador (como é o caso do Firefox). Vou mostrar aqui a configuração do TOR no meu caso, no Mac OSX 10.5. Basta abrir as Preferências de Sistema > Rede > Avançado > Proxies. Vamos ativar o proxy SOCKS (é importante que você configure o Proxy como SOCKS e não outro tipo), conforme a figura abaixo:

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Como podemos ver, o Proxy SOCKS está configurado no IP 127.0.0.1 (aquele que eu disse que se refere ao computador local) e a porta 9050 (a mesma configurada no Vidalia). Se tiver definido uma senha, é agora que você deve fornecê-la.

E vualá! Agora você já pode navegar livremente na internet de forma anônima. Para ter certeza de que está funcionando, acesse o site http://www.meuip.com.br/ e veja qual o IP que a página detecta em seu computador. Se o IP detectado for diferente do seu IP usado na hora, é sinal que está funcionando.

Você ainda pode, na janela do Vidalia, clicar em View the Network para ver um gráfico de onde está o servidor que você está utilizando. Olhem na imagem abaixo uma demonstração gráfica de onde as conexões estão partindo e onde estão chegando. Não é mesmo legal?

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 Mas nem tudo são flores. Vale destacar alguns fatos muito importantes:

  • Tenha em mente que você está sendo redirecionado. Um site é aberto em um servidor intermediário e depois de lá em seu computador, portanto, não da pra saber como os dados estão sendo recepcionados nesse servidor nem sobre a segurança das informações nele.
  • Por estar sendo redirecionado, sua internet ficará bem mais lenta, dependendo da velocidade do servidor Tor a que você está conectado.
  • Se você está pensando em usar o sistema para burlar sites como Megaupload e Rapidshare, saiba que funciona, mas você não é o único descobridor da América. Muito provavelmente você terá que trocar de identidade umas 5x pelo menos até achar um servidor que ninguém já tenha baixado algo na sua frente.
  • Os downloads ficarão limitados à velocidade do servidor. Você pode ter uma conexão de 4MB e baixar arquivos a 20kbps.

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Jan 18

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Salve pessoal. Muita gente já deve ter ouvido falar do Time Machine, o novo sistema de backup para Mac criado pela Apple. Trata-se de um método bastante simples, eficiente e, não podendo ser diferente, bonito! O Time Machine é inteligente, guardando backups de hora em hora (nas últimas 24 horas), dia a dia (no último mês) e semana a semana (até que o HD de backup esteja cheio).

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Vejam no link um comercial sobre o Time Machine:  Get a Mac - Time Machine

Vejam no link uma demonstração de uso do Time Machine: Demonstração do Time Machine

Parece um tanto quando impossível querer fazer backup de todo seu computador (incluindo os programas e configurações) de hora em hora, imaginem o espaço que isso iria ocupar! Mas o método de backup do Time Machine é inteligente. O primeiro backup demora, ele salva todos os arquivos.À partir daí, o Time Machine só irá salvar os arquivos que foram em algum momento modificados, deixando os inalterados intactos, sem duplicar assim. Se você abrir um documento e digitar uma vírgula sequer, será o suficiente para que o Time Machine entenda que o arquivo deve ser salvo novamente no próximo backup, mas, por outro lado, se você não modifica um determinado arquivo por 1 ano, este não será guardado novamente por todo esse tempo.

Com isso, com um HD mesmo que pequeno, é possível guardar backups de até vários meses atras, talvez anos. Para usar o Time Machine, você precisa ter um Mac rodando o sistema Mac OSX 10.5 Leopard e ter um HD externo, conectado via porta USB ou FireWire. Recentemente a Apple criou um novo dispositivo chamado Time Capsule. O Time Capsule é um roteador wi-fi de altíssimo desempenho com um HD interno (que pode ser de 500GB ou 1TB) para backups via Time Machine, sendo assim, podemos afirmar que o software permite fazer backups via rede. Mas essa opção vem desabilitada, de tal forma que apenas com o Time Capsule (que não sai por menos de 299 dólares) será possível utilizar desta vantagem.

Mas os programadores não param, e um software chamado iTimeMachine permite que você ative o recurso de backup via rede para funcionar em qualquer diretório compartilhado. Sendo assim, você poderá compartilhar um diretório em outro computador na sua rede (seja ele um Mac, Windows ou Linux) e conectar-se pelo seu Mac, indicando ao Time Machine que utilize aquele volume como disco de backup.

A configuração deste recurso é bastante simples, e não requer conhecimentos avançados tampouco comandos extensos no terminal. Para ativar o recurso, primeiro devemos fazer o download do iTimeMachine gratuitamente no seguinte endereço:  http://www.xiotios.com/itimemachine.html

Após instalado em seu Mac, abra o programa e clique no botão “Enable Airdisks”. E pronto, à partir de agora seu Time Machine irá reconhecer volumes montados remotamente como HDs e fará o backup imediatamente após sua configuração. Agora, basta compartilhar um diretório em outro computador.

Feito isso, ainda tem um “pulo do gato”. Não adianta acessar o diretório compartilhado pelo Finder diretamente que o Time Machine não irá encontrá-lo. Você deverá conectar-se manualmente ao mesmo. Para tal, abra o Finder e vá no menu “Ir > Conectar ao Servidor”. Faça a conexão direta com o IP (por exemplo, se for um compartilhamento Windows ou Linux usando Samba, conecte assim: smb://ip.do.computador). Autentique-se, caso necessário, e mande o Mac salvar a senha (para que a montagem seja automática sempre que necessário). Se tudo correr bem, você acessará a pasta compartilhada desta forma, e à partir daí, é só ir nas preferências do Time Machine e escolher este compartilhamento como disco de destino e correr pro abraço!

Sem mais desculpas para arquivos perdidos heim!

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Aug 10

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Bom, antes que alguém possa tirar suas conclusões precipitadas, NÃO, eu não comprei um iMac, mas bem que gostaria. Definitivamente os designers que trabalham na Apple são muito competentes. Particularmente adoro o designs dos produtos da Apple, e o novo iMac me surpreendeu. Depois de vários “mockups fakes” bastante feios pela internet, a Apple manteve o bom gosto e ao mesmo tempo aquela velha história: “em time que está ganhando não se mexe” (pra quem não conhece, o iMac é um macintosh sem gabinete. Todo o computador está nesse monitor aí em baixo, incluindo rede sem fios, gravador de DVD e um belo processador Core 2 Duo ou Core 2 Extreme, ambos da Intel).

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Na verdade foi quase isso. O visual do novo iMac lembra bem o anterior, só que agora ele é feito no estilo alumínio + glossy e alguns detalhes pretos foram adicionados (era de se esperar depois da clara adoção do preto nos novos produtos como o iPhone e seções do site, bem como propagandas do Leopard).

A configuração satisfaz. O modelo mais completo já sai de fábrica com processador Intel Core 2 Extreme de 2.83Ghz, 2GB de memória RAM, 500GB de HD, DVDRW 8X Dual Layer (SuperDrive), ATI Radeon 2600 Pro (256MB) e tudo isso bem compacto num belo monitor de 24 polegadas glossy, mais mouse, teclado (e que teclado!!!) e controle remoto.

Pra terminar, fica aí uma excelente imagem que mostra bem a grande vantagem de se usar um iMac, uma comparação com um PC da Dell:

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Jul 25

Que tal jogar poker em até 7 pessoas, online com os amigos ou contra o computador? E na variante mais famosa do jogo: Texar Hold’em.

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Pois você pode, estejam seus amigos usando Linux, Windows ou Mac OSX, graças a um excelente jogo de poker multi-plataforma chamado PokerTH.

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O PokerTH é um software totalmente gratuito e escrito em Java, o que possibilita que possa rodar em diversos sitemas operacionais compatíveis com a tecnologia. Faça o download e instale-o em seu computador. Após instalado, vá até o menu de preferências e altere seu Nick, aproveite para escolher um avatar de exibição.

Feito isso, você poderá jogar contra o computador (local game) ou contra seus amigos via rede local ou internet (network game). Se foi você que criou o jogo, lembre-se de liberar a porta 7234 em seu rotador ou firewall, caso possua. É através desta porta que os outros jogadores irão se conectar com seu computador com base no seu IP.

Após todos seus amigos entrarem, basta dar um “Start Game” pra a jogatina começar! O jogo suporta até 7 jogadores. Se não tiver ninguém online para jogar com você, sem problemas, aproveite para treinar contra o computador!

Bom jogo!

Maiores informações e links para download do PokerTH: http://www.pokerth.net/

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Mar 08

Com a popularização da informática, a internet está a cada dia se tornando o instrumento principal de comunicação para várias pessoas. Para este ano de 2007, só aqui no Brasil, se espera uma venda superior de computadores e queda de venda de televisores. Isso significa que, na projeção dos especialistas, os consumidores irão comprar mais computadores que televisores (vale ressaltar que o Brasil é um pais apaixonado pela televisão, o meio de comunicação em massa disparadamente mais utilizado aqui).

Com isso, o Linux e o software livre deve estar preparado para esta alta demanda de usuários inexperientes entrando na grande rede mundial e utilizando o computador para suas tarefas, seja para armazenar receitas, seja para redigir documentos. O Ubuntu Linux sempre foi muito famoso por possuir configurações simples para quase qualquer coisa que se necessite, exemplo: ferramenta para instalação de impressoras, ferramenta para configuração de compartilhamentos, ferramenta para configuração da rede, ferramenta de instalação de programas (isso inclui o automatix e o easy ubuntu que adicionam importantes recursos ao ubuntu), ferramenta para configuração da hora e assim por diante.

Esta série de ferramentas que as distribuições Linux costumam colocar são os principais argumentos quando tentamos convencer alguém a migrar para o Linux, sempre com frases como: “tem uma ferramenta só pra configurar isso que você precisa! É super fácil!”. Os usuários do Kurumin Linux que sabem exatamente o que é isso pelo excesso de scripts mágicos para configurar tudo. No entanto, o futuro da informática não é mais esse, estamos entrando em uma nova era, a era do Plug and Play.

Pra falar a verdade já estamos nesta era, os dispositivos USB são reflexos diretos desta revolução que se iniciou já a muitos anos, mas alguns programadores ainda não perceberam que este conceito deve ser extendido a todas áreas da informática.

Proponho neste post aos programadores que tentem perceber que o usuário não quer configurar a impressora facilmente, mas ele quer justamente não ter de configurá-la. O mesmo para outros casos em que a intervenção do usuário não deveria ser necessária, mas opcional. O sistema operacional ideal simplesmente funciona, sem necessidade de configurações. Detectar a rede, vir com o samba previamente configurado para compartilhamento de arquivos com 1 clique, ajuste automático da hora por padrão, acesso automático a arquivos multimídia sem necessidade de configurações avançadas, etc.

Num sistema operacional perfeito, as coisas funcionariam mais ou menos assim:

- O usuário pluga uma multifuncional na porta USB e o sistema automaticamente detecta o modelo e auto-instala rapidamente o driver, permitindo uma impressão imediata, bem como escaneamento.

- O usuário pluga um MP3, MP4 ou iPOD e o software detecta-o, não importa o modelo ou marca, permitindo acesso direto ao conteúdo do dispositivo.

- O usuário abre o notebook e o sistema já detecta toda a rede, compartilhamentos (seja samba, nfs, ssh ou qualquer outro protocolo). Tudo já vem instalado e configurado.

- O usuário compartilha uma pasta e ela aparece seja para outro Linux, Windows ou Mac OS (mais uma vez o samba bem configurado ‘out of the box’).

- O usuário conecta um segundo monitor, uma televisão ou um projetor e o sistema o detecta, enviando o sinal automaticamente, permitindo configurações apenas quando necessárias como espelhamento da imagem. Ao desconectar o dispositivo, tudo volta ao normal.

- O usuário coloca um DVD no drive e o filme começa a tocar.

É claro que as patentes atrapalham bastante o uso de software livre desta maneira, vejam o exemplo dos plugins de MP3, Flash, Java e DVD. Até onde é correto e, mais do que isso, ético, instalar por padrão este tipo de ferramenta? Por que não incentivar o desenvolvimento e divulgação de alternativas livres? Até onde este debate pode ser levado?

O certo é que o mundo hoje é Plug and Play e quanto menos precisamos configurar um dispositivo, melhor para a popularização de nosso sistema. Não defendo que todas as ferramentas simplismente deixem de existir, mas que elas existam para quem deseja utilizá-las apenas. Ter o controle de tudo é muito bom, mas será que todos querem ter esse controle?

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