Mar 08

Com a popularização da informática, a internet está a cada dia se tornando o instrumento principal de comunicação para várias pessoas. Para este ano de 2007, só aqui no Brasil, se espera uma venda superior de computadores e queda de venda de televisores. Isso significa que, na projeção dos especialistas, os consumidores irão comprar mais computadores que televisores (vale ressaltar que o Brasil é um pais apaixonado pela televisão, o meio de comunicação em massa disparadamente mais utilizado aqui).

Com isso, o Linux e o software livre deve estar preparado para esta alta demanda de usuários inexperientes entrando na grande rede mundial e utilizando o computador para suas tarefas, seja para armazenar receitas, seja para redigir documentos. O Ubuntu Linux sempre foi muito famoso por possuir configurações simples para quase qualquer coisa que se necessite, exemplo: ferramenta para instalação de impressoras, ferramenta para configuração de compartilhamentos, ferramenta para configuração da rede, ferramenta de instalação de programas (isso inclui o automatix e o easy ubuntu que adicionam importantes recursos ao ubuntu), ferramenta para configuração da hora e assim por diante.

Esta série de ferramentas que as distribuições Linux costumam colocar são os principais argumentos quando tentamos convencer alguém a migrar para o Linux, sempre com frases como: “tem uma ferramenta só pra configurar isso que você precisa! É super fácil!”. Os usuários do Kurumin Linux que sabem exatamente o que é isso pelo excesso de scripts mágicos para configurar tudo. No entanto, o futuro da informática não é mais esse, estamos entrando em uma nova era, a era do Plug and Play.

Pra falar a verdade já estamos nesta era, os dispositivos USB são reflexos diretos desta revolução que se iniciou já a muitos anos, mas alguns programadores ainda não perceberam que este conceito deve ser extendido a todas áreas da informática.

Proponho neste post aos programadores que tentem perceber que o usuário não quer configurar a impressora facilmente, mas ele quer justamente não ter de configurá-la. O mesmo para outros casos em que a intervenção do usuário não deveria ser necessária, mas opcional. O sistema operacional ideal simplesmente funciona, sem necessidade de configurações. Detectar a rede, vir com o samba previamente configurado para compartilhamento de arquivos com 1 clique, ajuste automático da hora por padrão, acesso automático a arquivos multimídia sem necessidade de configurações avançadas, etc.

Num sistema operacional perfeito, as coisas funcionariam mais ou menos assim:

- O usuário pluga uma multifuncional na porta USB e o sistema automaticamente detecta o modelo e auto-instala rapidamente o driver, permitindo uma impressão imediata, bem como escaneamento.

- O usuário pluga um MP3, MP4 ou iPOD e o software detecta-o, não importa o modelo ou marca, permitindo acesso direto ao conteúdo do dispositivo.

- O usuário abre o notebook e o sistema já detecta toda a rede, compartilhamentos (seja samba, nfs, ssh ou qualquer outro protocolo). Tudo já vem instalado e configurado.

- O usuário compartilha uma pasta e ela aparece seja para outro Linux, Windows ou Mac OS (mais uma vez o samba bem configurado ‘out of the box’).

- O usuário conecta um segundo monitor, uma televisão ou um projetor e o sistema o detecta, enviando o sinal automaticamente, permitindo configurações apenas quando necessárias como espelhamento da imagem. Ao desconectar o dispositivo, tudo volta ao normal.

- O usuário coloca um DVD no drive e o filme começa a tocar.

É claro que as patentes atrapalham bastante o uso de software livre desta maneira, vejam o exemplo dos plugins de MP3, Flash, Java e DVD. Até onde é correto e, mais do que isso, ético, instalar por padrão este tipo de ferramenta? Por que não incentivar o desenvolvimento e divulgação de alternativas livres? Até onde este debate pode ser levado?

O certo é que o mundo hoje é Plug and Play e quanto menos precisamos configurar um dispositivo, melhor para a popularização de nosso sistema. Não defendo que todas as ferramentas simplismente deixem de existir, mas que elas existam para quem deseja utilizá-las apenas. Ter o controle de tudo é muito bom, mas será que todos querem ter esse controle?

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Jan 20

Pessoal, vou falar aqui sobre um tal de Beagle. É um programa novo que com certeza veio pra ficar. Não sou nenhum vidente mas posso lhes adiantar que logo ele vai vir instalado por padrão em muitas distros e ativado o tempo todo.

O Beagle é um Desktop Search, ou seja um buscador pra Desktop. O que ele faz??? Simples. Ele trabalha com um daemon rodando atraz e uma ferramenta de busca para o usuário.
Você faz uma busca nele, e com uma velocidade realmente impressionante (devido ao daemon que está rodando) o beagle traz a você vários resultados. O grande diferencial é que ele buscará em:
- Documentos, scripts e arquivos
- Listas de contatos
- E-mails (mesmo o cliente estando fechado)
- Janelas de mensagens instantâneas
- Janelas de bate papos diversas
- Janelas de navegadores com a página atual carregada
Tudo isso atualizado em tempo real. Prestem atenção abaixo.
É realmente incrível o que esse programinha faz. Digamos que você tenha buscado pelo termo “carro”. Ele achou la algumas coisas e te mostrou. Dai um amigo seu te manda uma mensagem no GAIM dizendo “E ai… pode me emprestar seu carro?”
Pronto… na hora o beagle vai atualizar os resultados incluindo a janela do messenger. Feito isto você cria um novo documento de textos, escreve a palavra “carro” nele e salva no seu HD. Na hora o beagle apita dizendo que achou mais uma ocorrência. É incrível!

Se você é usuário do novo Ubuntu Breezy meus parabéns! Instalar o Beagle é simples. Vá em Aplicações > Adicionar Aplicações.
Vá em Acessórios > Mais programas > Best. Ative o Best e clique em aplicar.

Após instalado, você pode abrir o beagle que se encontra em acessórios, mas ele nem vai buscar direito pois o daemon tem de estar rodando. A melhor forma de se configurar ele é a seguinte:

Vá em Sistema > Preferências > Sessões. Clique na aba Programas Iniciais e em seguida em Adicionar. Coloque o comando “beagled” na posição 50. Depois clique em adicionar novamente e coloque o comando “best” na posição 51″. Prontinho.

Deslogue e logue de novo que você já vai ver o ícone do cachorrinho ali no seu System Tray. Basta clicar nele ou pressionar F12 para começar a fazer suas buscas.

ATENÇÃO: Se você quer ver o beagle em ação, assistam estes vídeos feitos em flash:
http://nat.org/demos/beagle-1.html
http://nat.org/demos/beagle-2.html
http://nat.org/demos/beagle-3.html
http://nat.org/demos/beagle-4.html

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