Jun 29

Bem, primeiramente gostaria de anunciar algo. Como alguns devem ter notado, estou mudando um pouco o blog. Já testei vários temas, ainda não decidi por um definitivo. E mudei o nome também para “Em busca do melhor”. A partir de agora vou postar sobre diversos outros assuntos também. Vocês podem conferir as 4 categorias ali do lado: Design Gráfico, Geral, Linux e Software Livre e Ubuntu. Portanto irei falar sobre várias coisas e não apenas sobre Software Livre. Mudei até os produtos dos anúncios do lado, acho que o pessoal já sabia de cor os produtos que tinha alí né? Quem vai comprar desse jeito né? rs
Continuarei com meus posts sobre Ubuntu, Linux e Software Livre, mas também esperem outros posts sobre Design, alguns trabalhos meus, Mac e a suite Adobe. Pra quem não gostar, ainda bem que o blog é meu mesmo… rs. E podem assinar o RSS só da categoria que interessar! Como sempre, grande abraço!!!

Em homenagem ao novo fetiche de muitas pessoas vidradas em tecnologia, desenhei um iPhone aqui. Depois que eu fiz aquele iFod, me deu uma vontade de fuçar um pouco mais nas configurações da ferramenta “extrude” do Illustrator. O resultado é que consegui desenhar um iPhone totalmente 3D nele (vejam o vídeo demonstrativo no final do post), ou seja, posso virá-lo e tirar uma foto vista por qualquer ângulo dele quando quiser. Depois de ter o formato todo 3D com alguns gradientes, peguei algumas fotos do iPhone na internet e fui cortando no Photoshop, separando parte por parte, lateral, quina superior, quina inferior, frente, etc. Daí foi só ir colocando com cuidado a imagem dentro das formas 3D. Só que como não encontrei uma boa foto da lateral direita do iPhone pra ver como é, eu usei a esquerda invertida hehe, por isso podem notar que o lado direito ta igual ao esquerdo. Mas tudo bem, é só pra teste mesmo!
Feito isso, separei aqui 5 ângulos legais, mandei pro Photoshop, acertei os encaixes e finalizei com um desfoque no fundo, um fundo com ruído e luz e ta aí abaixo o resultado:

>>> Clique aqui e veja um vídeo de demonstração < <<

written by LedStyle \\ tags: , , ,

Mar 08

Com a popularização da informática, a internet está a cada dia se tornando o instrumento principal de comunicação para várias pessoas. Para este ano de 2007, só aqui no Brasil, se espera uma venda superior de computadores e queda de venda de televisores. Isso significa que, na projeção dos especialistas, os consumidores irão comprar mais computadores que televisores (vale ressaltar que o Brasil é um pais apaixonado pela televisão, o meio de comunicação em massa disparadamente mais utilizado aqui).

Com isso, o Linux e o software livre deve estar preparado para esta alta demanda de usuários inexperientes entrando na grande rede mundial e utilizando o computador para suas tarefas, seja para armazenar receitas, seja para redigir documentos. O Ubuntu Linux sempre foi muito famoso por possuir configurações simples para quase qualquer coisa que se necessite, exemplo: ferramenta para instalação de impressoras, ferramenta para configuração de compartilhamentos, ferramenta para configuração da rede, ferramenta de instalação de programas (isso inclui o automatix e o easy ubuntu que adicionam importantes recursos ao ubuntu), ferramenta para configuração da hora e assim por diante.

Esta série de ferramentas que as distribuições Linux costumam colocar são os principais argumentos quando tentamos convencer alguém a migrar para o Linux, sempre com frases como: “tem uma ferramenta só pra configurar isso que você precisa! É super fácil!”. Os usuários do Kurumin Linux que sabem exatamente o que é isso pelo excesso de scripts mágicos para configurar tudo. No entanto, o futuro da informática não é mais esse, estamos entrando em uma nova era, a era do Plug and Play.

Pra falar a verdade já estamos nesta era, os dispositivos USB são reflexos diretos desta revolução que se iniciou já a muitos anos, mas alguns programadores ainda não perceberam que este conceito deve ser extendido a todas áreas da informática.

Proponho neste post aos programadores que tentem perceber que o usuário não quer configurar a impressora facilmente, mas ele quer justamente não ter de configurá-la. O mesmo para outros casos em que a intervenção do usuário não deveria ser necessária, mas opcional. O sistema operacional ideal simplesmente funciona, sem necessidade de configurações. Detectar a rede, vir com o samba previamente configurado para compartilhamento de arquivos com 1 clique, ajuste automático da hora por padrão, acesso automático a arquivos multimídia sem necessidade de configurações avançadas, etc.

Num sistema operacional perfeito, as coisas funcionariam mais ou menos assim:

- O usuário pluga uma multifuncional na porta USB e o sistema automaticamente detecta o modelo e auto-instala rapidamente o driver, permitindo uma impressão imediata, bem como escaneamento.

- O usuário pluga um MP3, MP4 ou iPOD e o software detecta-o, não importa o modelo ou marca, permitindo acesso direto ao conteúdo do dispositivo.

- O usuário abre o notebook e o sistema já detecta toda a rede, compartilhamentos (seja samba, nfs, ssh ou qualquer outro protocolo). Tudo já vem instalado e configurado.

- O usuário compartilha uma pasta e ela aparece seja para outro Linux, Windows ou Mac OS (mais uma vez o samba bem configurado ‘out of the box’).

- O usuário conecta um segundo monitor, uma televisão ou um projetor e o sistema o detecta, enviando o sinal automaticamente, permitindo configurações apenas quando necessárias como espelhamento da imagem. Ao desconectar o dispositivo, tudo volta ao normal.

- O usuário coloca um DVD no drive e o filme começa a tocar.

É claro que as patentes atrapalham bastante o uso de software livre desta maneira, vejam o exemplo dos plugins de MP3, Flash, Java e DVD. Até onde é correto e, mais do que isso, ético, instalar por padrão este tipo de ferramenta? Por que não incentivar o desenvolvimento e divulgação de alternativas livres? Até onde este debate pode ser levado?

O certo é que o mundo hoje é Plug and Play e quanto menos precisamos configurar um dispositivo, melhor para a popularização de nosso sistema. Não defendo que todas as ferramentas simplismente deixem de existir, mas que elas existam para quem deseja utilizá-las apenas. Ter o controle de tudo é muito bom, mas será que todos querem ter esse controle?

written by LedStyle \\ tags: , , , , , , , , ,

Feb 02

Que o Desktop Ubuntu é muito fácil de se usar todos nós sabemos, mas ele deixa a desejar para alguns iniciantes em alguns pontos, como o caso dos codecs multimídia. Pensando nisso, ensinarei neste artigo a turbinar seu desktop Ubuntu tornando-o muito mais funcional, bonito e flexível.

Passei algum tempo utilizando o Mac OSX, considerado por muitos o melhor sistema operacional para Desktops. Então resolvi analisar as grandes vantagens do sistema, os melhores programas, as funcionalidades, e notei que o Linux possui softwares à altura já, que podem tornar seu desktop muito mais agradável e funcional. Iremos conhecer alguns softwares neste artigo selecionados por mim como os melhores em cada categoria visando facilidade, recursos, integração com o sistema e estética. Note que o que é melhor para mim nem sempre é o melhor para você, portanto teste os softwares e faça suas próprias escolhas.

Índice de modificações:

  1. Configuração de repositórios adicionais
  2. Codecs multimídia
  3. Plugins
  4. Navegação, e-mails, calendário, agenda, tarefas
  5. Mensageiro Instantâneo
  6. Compartilhador de Arquivos (P2P)
  7. VOIP Phone
  8. Suite Office
  9. Player de Músicas
  10. Player de Vídeo
  11. Editor de Imagens
  12. Editor de Web Sites
  13. Software de Desenhos (vetorial)
  14. Catalogador de Fotos
  15. Jogos

1 - Configuração de Repositórios Adicionais

O Ubuntu Linux possui um sistema automatizado de instalação via internet. Existe um arquivo de configuração que armazena os endereços de repositórios com softwares disponíveis. Antes de começarmos, devemos adicionar alguns locais a esse arquivo para que todos os programas listados aqui possam ser instalados tranquilamente. Para configurar este arquivo, o Ubuntu disponibiliza uma ferramenta gráfica, o Synaptic. Vamos abrir o Synaptic indo em Sistema -> Administração > Gerenciador de Pacotes Synaptic. Já na janela inicial do Synaptic, clique no menu Configurações -> Repositórios. Na aba Ubuntu 6.10, ative as caixas de repositórios disponíveis conforme a imagem abaixo.

Feito isso, clique na aba “Outros Pacotes” e clique em seguida em Adicionar. O Synaptic irá pedir para que você digite uma linha de endereço. Coloque a linha abaixo exatamanente como aparece, sem tirar nem por nem mesmo um espaço!!!

deb http://medibuntu.sos-sts.com/repo/ edgy free

Feito isso, repita o procedimento adicionando as 3 linhas abaixo, uma a uma:

deb http://medibuntu.sos-sts.com/repo/ edgy non-free
deb-src http://medibuntu.sos-sts.com/repo/ edgy free
deb-src http://medibuntu.sos-sts.com/repo/ edgy non-free

Terminada esta parte, certifique-se de que todos os repositórios que você adicionou agora estejam ativados, clique então em Fechar e, de volta à janela principal do Synaptic clique em Recarregar. Você receberá alguns erros referentes a chaves públicas, ignore-os. Para não receber mais nenhum alerta, abra um terminal de comandos (Aplicações -> Acessórios -> Terminal) e entre com os comandos abaixo:

wget -q http://medibuntu.sos-sts.com/repo/medibuntu-key.gpg -O- | sudo apt-key add -

sudo apt-get update

Vualá! Seu sistema está pronto para ser configurado para otimização completa do ponto de vista do Desktop!!!

2 - Codecs Multimídia

É muito importante instalarmos os codecs multimídia para que o Ubuntu consiga tocar diversos formatos de arquivos como MP3, MP4, DivX, Xvid, Real Player, Quick Time, etc. Para isso, abra o Synaptic e instale os seguintes pacotes:

gstreamer0.10-ffmpeg gstreamer0.10-gl gstreamer0.10-plugins-base gstreamer0.10-plugins-good gstreamer0.10-plugins-bad gstreamer0.10-plugins-bad-multiverse gstreamer0.10-plugins-ugly gstreamer0.10-plugins-ugly-multiverse libxine-extracodecs w32codecs

3 - Plugins

Os plugins permitem acréscimo de recursos ao seu Ubuntu Linux. Os mais importantes são o Flash Player 9, Java e suporte a vídeos dentro do Firefox. Para instalá-los vamos seguir os passos abaixo:

- Flash Player: Para instalar o Flash Player, abra o Synaptic e instale os pacotes flashplayer-nonfree e flashplugin-nonfree.

- Java: Para instalar o Java, abra o Synaptic e instale os pacotes sun-java5-jre e sun-java5-plugin.

- Vídeos e rádios no Firefox - Para tocar arquivos multimídia diretamente no seu firefox, abra o synaptic e instale o pacote mozilla-mplayer. Certifique-se também de remover o pacote totem-mplayer caso o mesmo esteja instalado.

4 - Navegação, e-mails, calendário, tarefas

Os softwares que acompanham o Ubuntu já dão conta do recado. O Mozilla Firefox é uma ótima opção para navegação segura, rápida e flexível. O Cliente de e-mails Evolution possui uma ótima solução integrada de e-mails, calendário, agenda e tarefas.

5 - Mensageiro Instantâneo

O GAIM, é um excelente mensageiro instantâneo e já acompanha o Ubuntu. Com ele você poderá se conectar a diversas redes, dentre elas as mais famosas: ICQ, MSN, Jabber, Gtalk, AIM, YIM. Se você precisar de recursos adicionais no protocolo MSN Messenger utilize o aMSN, um mensageiro que suporta webcams, emoticos personalizados e alguns outros recursos.

6 - Compartilhador de arquivos (P2P)

O uso de compartilhadores de arquivos para baixar músicas, vídeos, imagens e softwares é cada vez mais comum. O FrostWire é uma excelente alternativa para usuários Linux. Ele utiliza a tecnologia Java, portanto você deve tê-la instalada no seu computador antes de utilizar o FrostWire. Após instalado o Java, basta baixar e instalar com um duplo clique este pacote para que o FrostWire seja instalado no seu computador.

7 - VOIP Phone

O Ubuntu já vem com um software muito bom para fazer ligações, o Ekiga. Com ele você poderá se comunicar com o mundo todo utilizando serviços de VOIP que usem o protocolo SIP. Para maiores informações sobre VOIP no Ubuntu acesse este link.

8 - Suite Office

O Ubuntu já vem com o OpenOffice.org instalado, uma suite de escritório com editor de textos, planilha eletrônica, editor de apresentações e banco de dados. O OpenOffice.org é compatível com o Microsoft Office, permitindo a abertura e escrita em arquivos nesse formato. Para melhorar sua suite office, instale o pacote broffice.org pelo synaptic para que seu OpenOffice.org seja totalmente convertido pra a versão brasileira, incluindo a tradução do programa e os dicionários. Outra boa dica é instalar o pacote openclipart-openoffice.org que irá incluir uma vasta coleção de cliparts ao programa.

9 - Player de Músicas

O Player padrão do Ubuntu é o Rhythmbox, mas não considero ele um programa de ponta. Recomendo a instalação do Banshee, um player leve, que cataloga muito bem suas músicas, permite a organização por playlists, suporta MP3 Players, possui sistema de rating, baixa capas pela internet, integra com o audioscrobbler, acha artistas similares dentre outros recursos. Para instalar o Banshee, abra o Synaptic, e instale os pacotes: banshee e banshee-oficial-plugins.

10 - Player de Vídeos

O Player de vídeo padrão do Ubuntu é o Totem. O Totem utiliza por padrão o engine gstreamer, que possui diversos codecs disponíveis, no entanto, uma boa opção para aumentar sua compatibilidade é instalar o pacote totem-xine via Synaptic, para que o Totem utilize como engine o xine, que dá suporte a DVDs incluindo menus interativos. Desta forma você poderá ver seus filmes com maior compatibilidade. Você pode ainda instalar o MPlayer para assistir seus filmes em formatos mais absurdos. Com o pacote w32codecs instalado, até mesmo os vídeos feitos para Windows Media Player irão tocar tranquilamente no seu Mplayer. Lembrando que para reproduzir DVDs no seu computador, você precisa instalar o dvdread correto. Para isso abra um terminal (Aplicações -> Acessórios -> Terminal) e entre com o seguinte comando:

sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh

Siga os passos e aguarde.

11 - Editor de Imagens

O Ubuntu já vem com um excelente editor de imagens profissional, o GIMP. O GIMP trabalha com camadas, máscaras, vetores e tem uma excelente compatibilidade. Pode inclusive abrir e salvar no formato do Photoshop com algumas perdas de efeitos (efeitos de camada por exemplo). O GIMP pode facilmente criar gifs animados e templates para seu web site.

12 - Editor de Web Sites

O Ubuntu não vem com nenhum editor gráfico de Web Sites. O NVU cumpre bem esse papel e para instalá-lo é muito simples, basta instalar o pacote nvu através do Synaptic. O NVU é um editor gráfico de páginas em HTML que permite a você criar e editar páginas com grande facilidade.

13 - Software de Desenhos (vetorial)

O Inkscape é uma ótima alternativa para gráficos vetoriais. Nele você poderá desenhar e criar folders, panfletos, cartões de visita, etc. Para instalá-lo, basta instalar o pacote inkscape pelo Synaptic.

14 - Catalogador de Fotos

O F-Spot é uma excelente alternativa para suas fotos digitais. Com ele você poderá catalogar suas imagens por categorias, fazer pequenos retoques, exportar para álbuns na internet, enviar via e-mail, gravar em CD e muito mais. O F-Spot já vem instalado por padrão no Ubuntu Linux à partir da versão 6.10.

15 - Jogos

O Ubuntu já vem com alguns joguinhos interessantes, mas existem outros muito bons que irão viciar qualquer um que ouse jogá-los. São eles:

Frozen Bubble 2: Esta é a segunda versão do joguinho mais viciante do Linux. Baseado no famoso Bust a Movie, este jogo encanta desde crianças até marmanjos. Para jogar a última versão do Frozen Bubble com suporte a multijogador, acesse este link para aprender a instalar.

Super Tux: O Super Tux é um jogo viciante de plataforma, estilo Super mario, porém com o pinguim mais simpático do mundo, o Tux, mascote do Linux. A última versão possui 2 mundos totalmente diferentes e mais 2 ilhas com fases bonus, o que irá lhe garantir muitos dias de diversão. Para instalar o Super Tux no seu computador, baixe e instale este pacote e também este outro pacote com um duplo clique em cada.

Com isso concluímos mais um artigo. Ficam aí minhas sugestões de bons softwares para o uso cotidiano no Desktop Linux.

written by LedStyle \\ tags: , , , , , , , , , ,

Nov 09

Criptografia já é uma realidade hoje, e seu uso é necessário. Criando um par de chaves, você poderá assinar digitalmente suas mensagens e arquivos (o que garante a autenticidade das mesmas) e ainda receber e-mails criptografados. O software mais utilizado no Linux para isso é o famoso GPG (GnuPG). Hoje aprenderemos a criar, configurar e utilizar um par de chaves no Ubuntu Linux no método “humano”, sem nenhuma linha de comando.

Foto by Nick Benjaminsz

Primeiramente vamos entender como funcionam as chaves. Você deverá primeiramente criar um par de chaves: uma pública e uma privada. Sua chave pública será enviada a um servidor de chaves e ficará disponível para qualquer pessoa fazer download. Você também pode enviar esta chave a todos os seus amigos. Já sua chave privada, ficará salva em seu computador e é de uso restrito, só você poderá ter acesso à ela. Vamos agora entender o que cada chave pode fazer:

Chave pública: De posse de sua chave pública, qualquer pessoa poderá testar a autenticidade de seus e-mails e arquivos (assinados por você com sua chave privada), constatando assim se aquele e-mail é mesmo verdadeiro e foi enviado por você. Ainda com sua chave pública, qualquer pessoa poderá criptografar um e-mail em seu nome, de tal forma que, após criptografado, nem mesmo o remetente poderá mais ler o conteúdo. Este e-mail poderá transitar livremente pela internet, afinal, nenhuma pessoa poderá lê-lo.

Chave privada: Com sua chave privada, você poderá assinar digitalmente qualquer e-mail ou arquivo (assim qualquer pessoa com sua chave pública poderá testar a autenticidade) e poderá descriptografar e-mails que foram criptografados com sua chave pública, podendo então ler seus conteúdos.

Agora que já entendemos como funciona o par de chaves, vamos colocar para arrebentar com o Seahorse, um ótimo software para manipular graficamente todas as suas chaves. O Seahorse se encontra no repositório “Universe”, portanto (este procedimento é para o Ubuntu 6.10 Edgy Eft) vamos em Sistema > Administração > Gerenciador de Pacotes Synaptic. Com o Synaptic aberto, vá em Configurações > Repositórios e certifique-se de que a caixa do repositório “Universe” esteja habilitada. Clique em Ok. Em seguida clique em “Recarregar” para que as lista seja atualizada. Agora clique em “Procurar” e localize pelo programa “seahorse”. Após localizado, dê um duplo clique sobre o mesmo para marcá-lo para instalação e clique em seguida em Aplicar para que as alterações sejam feitas.

Com o Seahorse instalado, vamos abrí-lo indo em Aplicações > Acessórios > Encryption Keys. Vamos agora criar nosso par de chaves. Clique em Chaves > Create New Key e escolha a opção “PGP Key”. Clique em “Continue” e preencha os dados com seu nome completo, endereço de e-mail e um comentário qualquer (pode ser uma frase que você goste no comentário, por exemplo. O preenchimento deste campo é opcional). Se desejar, clique em cima da opção “Advanced Options” para mudar o tipo de encriptação e a quantidade de bits. Para um computador de uso pessoal, as opções padrão (DSA 2048) são mais que suficientes. Selecione também uma data para sua chave expirar caso queira, ou deixe selecionada a opção “Never Expires” para que a chave seja eterna (você pode mudar estes dados depois se quiser, e pode cancelar sua chave caso seja comprometida). Em seguida você será solicitado para digitar uma senha. Escolha uma senha bem difícil mas de fácil memorização por você, ou, se preferir, deixe em branco (eu não recomendo) para usar sua chave privada sem senha.

Após algum tempo, sua chave estará criada e aparecerá na janela principal do Seahorse. Agora você poderá dar um duplo clique sobre sua chave e alterar seus dados, se desejar. Aproveite para anexar uma foto sua e adicionar todos os seus outros endereços de e-mail. Quando terminar, clique em “Remote > Sync and Publish Keys” para que os dados sejam enviados para o servidor online de chaves. Agora vamos aprender a usar melhor o Seahorse!

Em primeiro lugar, vamos iniciar o daemon do Seahorse. Este daemon deverá ficar rodando no plano de fundo o tempo todo, portanto pressione “Alt + F2″ e entre com o comando “seahorse-daemon” (sem as aspas). Agora vamos configurar para que o Gnome inicie o daemon automaticamente no login indo em Sistema > Preferências > Sessões. Vá na aba “Programas Iniciais” e clique em “Adicionar”. Entre com o comando “seahorse-daemon” (sem aspas) novamente e clique em Ok. E pronto!

Agora, com o daemon rodando, quando quiser assinar um arquivo qualquer, basta clicar com o botão direito sobre ele, conforme podemos ver abaixo:

Você ainda poderá escolher a opção “Criptografar” e escolher, na janela que se abrirá, para quem deseja enviar o arquivo criptografado. O Seahorse irá gerar automaticamente um novo arquivo com extensão “.pgp”. Para descriptografá-lo, basta dar um duplo clique sobre ele e digitar a senha de sua chave privada. Muito fácil não é mesmo?

Agora vamos configurar o seu Evolution para enviar e receber e-mails assinados e criptografados. Com o Evolution aberto, vamos em “Editar > Preferências > Contas de Correio”. Selecione sua conta de e-mail e clique em Editar. Vá até a aba “Segurança” e coloque o ID da sua chave (você poderá ver qual o ID da sua chave na janela principal do Seahorse) no campo correto e ative a caixa “Sempre assinar mensagens enviadas ao usar esta conta”. Agora é só começar a enviar seus e-mails assinados digitalmente (quando você for enviar um e-mail, será solicitado pela sua senha da chave). Agora vamos aprender a criptografar!

Para enviar um e-mail criptografado a um amigo, você precisará primeiro possuir uma cópia da chave pública dele. Na janela principal do Seahorse você poderá clicar em “Procurar Chaves Remotas” e colocar o e-mail dele no campo. Selecione a chave correta e clique em “Importar”. De volta à janela principal do Seahorse e já com a chave pública de seu amigo importada, vá até a aba “Keys I’ve Collected”.

IMPORTANTE: Quando você localizar a chave de alguém pelo servidor, entre em contato com a pessoa e certifique-se de que aquela é mesmo a chave verdadeira (passe o Key ID da chave para a pessoa confirmar). Você deve ter notado que é possível criar dezenas de chaves usando qualquer nome e qualquer e-mail, portanto tenha certeza de que a chave que está importando é a correta e não uma falsa. Uma boa dica é procurar as pessoas que assinaram esta chave e atestaram ser válida (trataremos disto à seguir).

Na aba “Keys I’ve Collected”, selecione a chave de seu amigo e clique em “Properties”. Na janela que abrir, clique na aba “Confiar” e marque a caixa “I have verified that this key belongs to who it says it does” que irá dizer ao GnuPG que você confia naquela chave e que verificou se a chave é mesmo da pessoa que diz ser. Clique em “Fechar”.

Agora vá até a aba “Keys I Trust” e verá lá as chaves que você confia. Se você realmente tem certeza de que aquela chave é da pessoa que diz ser a dona, você poderá assinar com sua chave privada a chave pública de seu amigo, atestando publicamente que você confia naquela chave (como pode ver, a rede de chaves públicas é uma grande rede de confiança). Para assinar a chave (você não é obrigado a assiná-la para enviar um e-mail criptografado a ela, mas é bom ajudar os amigos não é verdade?) selecione-a e clique no botão “Properties” novamente. Vá até a aba “Confiar” e clique no botão “Sign” para fazer a assinatura. Depois de assinar, clique em “Fechar”, selecione a chave de seu amigo, clique com o botão direito e selecione a opção “Sync and Publish Keys” para que as alterações sejam enviadas para o servidor. Peça para seus amigos assinarem a sua chave pública também garantindo uma maior confiabilidade para a mesma.

Bom, se você já importou a chave de um amigo e disse ao GnuPG que confia nela, basta da janela do seu Evolution, criar um novo e-mail, e na janela de redigir, selecione a opção “Segurança > Criptografar com PGP”. Note que o Daemon do Seahorse deve estar rodando e sua senha (a da chave) será solicitada ao clicar em “Enviar”.

Se alguém lhe enviar um e-mail criptografado, ao selecioná-lo na lista, você já será solicitado para digitar sua senha da chave privada. Ao digitar a senha, o Evolution irá descriptografar o e-mail automaticamente para você e exibí-lo. Com isso a garantia é muito maior de que ninguém consiga ler seus e-mails no meio do caminho entre você e seu amigo.

PS: O Seahorse não é o tipo de software 100% estável, portanto é comum ele travar de vez enquando. Espero que o pessoal acelere o desenvolvimento dele para que ele já seja adotado automaticamente pelas distribuições.

E aproveitando o artigo, divulgarei minha chave que é esta aqui: 10C590EF

written by LedStyle \\ tags: , , ,

Feb 25

Instalar programas no Ubuntu Linux é realmente fácil! Geralmente os iniciantes perguntam para os mais experientes como instalar determinado programas e recebem aquela famosa resposta: “Abre um terminal e digita sudo apt-get install nananana”.

Mas temos que sempre usar os benditos comandos? Claro que não! O pessoal do Synaptic não trabalhou bastante tempo numa interface amigável para não utilizarmos não é verdade?

E é por isso que criei este pequeno esquema, ideal para enviar para iniciantes que não sabem como adicionar um programa no Ubuntu Linux. Segue o esquema abaixo (clique para ampliar):

Instalando Programas no Ubuntu

Para instalar programas baixados em sites de internet acesse este link.

written by LedStyle \\ tags: , , , ,