Apr 20

Acho que todo mundo já ouviu falar do OLPC (One Laptor Per Child, ou, traduzindo, Um Laptop Por Criança), o projeto sem fins lucrativos que busca distribuir laptops de até 100 dólares para crianças principalmente de países mais pobres. O projeto já foi implementado aqui no Brasil em escolas piloto, mas ainda está longe de atingir a massa brasileira.

O que mais impressiona neste laptop é seu design, que deixa até os marmanjos babando:

Este laptop foi projetado especialmente para uso de crianças. Possui teclado resistente à água, aguenta quedas consideráveis, e possui uma tela que se adapta para o formato de um leitor de e-books. Tem ainda uma placa de rede sem fio acoplada, que permite que uns laptops encherguem os outros automaticamente numa sala de aula, sem necessidade de configuração dos clientes, permitindo navegação na internet, chat entre os alunos e até atividades em conjunto.

Um detalhe que chama a atenção (em especial dos militantes do software livre) é que o OLPC roda Linux, uma distribuição baseada no Fedora totalmente modificada e bem mais leve (afinal o OLPC foi projetado para rodar com apenas 128MB de memória RAM. O sistema é muito bem feito e bastante limitado também, fechado de tal forma que seja praticamente impossível que uma criança consiga remover algum arquivo importante. O OLPC já vem com alguns softwares (7 principais): um software de projetos (que permite a criação de desenhos e livros digitais), um navegador de internet, um tocador de vídeos via internet, um jogo de memória, um programa de chat e até um editor de textos e um sintetizador de sons para composições.

Curioso? Então que tal rodar o sistema operacional do OLPC no seu computador? E não requer instalação nativa, ele roda emulado perfeitamente. Para isso, basta seguir os seguintes passos:

1 - Faça o download da imagem do sistema em formato Vmware neste link. Descompacte o arquivo e salve a pasta em algum lugar de seu computador.

2 - Faça o download e instale gratuitamente o Vmware Player (versões para Linux, Windows e Mac OS X) neste link.

3 - Abra o Vmware player e mande-o abrir a imagem de disco que fica dentro da pasta resultante da extração do arquivo de imagem no passo 1.

4 - Agora é só esperar o sistema operacional iniciar na janelinha e começar a brincar. Para tirar o mouse de dentro da máquina virtual, pressione simultaneamente Option + Ctrl (no mac) ou Ctrl + Alt (no PC).

Veja abaixo algumas imagens capturadas do sistema em meu computador:

Esta é a janela inicial e central do sistema. Os ícone ao redor do símbolo central indicam os programas abertos:

Este é o programa de desenho do OLPC. Ele fica dentro do software de projetos, e também é aqui que você escolhe a língua do sistema (no caso escolhi português):

O navegador de internet é bastante limitado. O básico para a criança conhecer a grande rede mundial. O botão direito é desativado, e não é possível copiar nada para colar em outro lugar.

Este é o editor de textos. Aparentemente ele é baseado no AbiWord (pela janela de salvar deu pra descobrir). Só que é bem limitado, só permite edição básica mesmo. Nada de inserir imagens e mudar a fonte. Para criações mais complexas use o software de desenho que permite até colocar botões com ações como ir para a próxima página.

Este é o PenguinTV. Uma agregador RSS que exibe arquivos multimídia. Aparentemente a execução de arquivos multimídia ainda não funciona corretamente (pelo menos não via máquina virtual).

E este é o jogo de memória:

 

De certo a proposta do OLPC é louvável. É verdade que este laptop é excessivamente limitado (tanto do ponto de vista do hardware quanto do software), mas para o que ele se destina, é suficiente. Custo baixo para ser adotado por países sub-desenvolvidos e pode ser usado na educação de crianças que nunca tiveram contato talvez com a internet. No site do projeto você pode fazer doações. Nos EUA você pode comprar o produto, e, pagando um pouco mais, você compra 2 laptops, um para você e outro para uma criança pobre em algum lugar do mundo.

Se você for um daqueles aventureiros do mundo Linux, no boot do sistema, na tela do grub, pare o arranque e passe parâmetros logo ali, permitindo o início de sessão em modo texto. À partir daí, o OLPC não passa de uma distribuição Linux mesmo, pronta para ser explorada :D .

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Apr 14

Twitter Logo

Na nova web 2.0, são muitos os sites em que o conteúdo pode ser adicionado por qualquer pessoa e não apenas pelo editor. Como exemplo temos o Wikipedia, Youtube e Orkut. Outra coisa legal foi a popularização dos blogs, de tal forma que quase todo mundo hoje possui o seu, e escreve o que quiser. Com os sistemas de tags, os blogs podem ser integrados tornando a internet ainda mais integrada.

Mas o que você faria com um micro-blog, em que você só pode postar texto e até 140 caracteres por tópico? Estamos falando do Twitter, a nova mania da internet que está dando o que falar. A cada dia que passa, mais e mais adeptos do site, e agora no Brasil, visto que em outros países já se tornou mania. Já virou até verbo: twittar.

Não se deixe enganar pela idéia de que o seu blog pode substituir o Twitter, afinal o uso é bastante diferente. Enquanto um blog pode ser considerado um diário, o Twitter seria uma espécie de “horário”, afinal tem gente que faz mais de 30 postagens por dia. Postar o que está fazendo no momento é o mais comum, e mensagens como “fui ao banheiro” e “estou indo almoçar” mostram o grau extremo de “twittagem”. Outras pessoas preferem utilizar o sistema para algo mais útil, como notificar os amigos sobre baladas, novos artigos em seu blog, novidades, etc. Um exemplo de utilidade do Twitter é justamente este artigo. Quando comecei a escrevê-lo, mandei uma mensagem para o Twitter avisando sobre minhas intenções. Pouco tempo depois, meu amigo gansinho, ao ser avisado sobre minhas mensagens, enviou-me 2 links interessantes para colocar no artigo, deixando-o mais completo.

A idéia é que com o Twitter, você possa manter todos seus amigos informados sobre como anda sua vida, e o que você está fazendo naquele momento. O legal é que você pode criar mensagens direcionadas a outro usuário também, algo semelhante aos “scraps” do orkut, e ainda pode monitorar o Twitter de seus amigos. Toda vez que o Twitter de um amigo for modificado, você pode ser avisado através de um programa (de terceiros), por mensagem instantânea (via Jabber ou Google Talk), ou até por celular. Basta marcar o Twitter de seu amigo para seguir (follow).

Existem softwares que permitem que você “twitte” de qualquer lugar com seu celular. Como exemplo temos o TinyTwitter, o jTwitter, o getMobio, dentre vários outros. O próprio Twitter permite que você crie novas postagens via SMS, mas aparentemente o serviço não funciona no Brasil. Existem plugins para diversos CMS, e o próprio site oficial lhe fornece o código para colocar o Twitter na sua página ou blog. Já com softwares como o Twitterrific, “twittar” não passa de um atalho de teclado, entrar com a mensagem e pressionar enter. Você pode encontrar uma imensa lista de aplicativos para “twittar” em diferentes plataformas (Windows, Linux e Mac OS X) neste link e também neste link (obrigado gansinho).

O Twitter tem tudo para se tornar mais um grande site, assim como foi com o Orkut e com o Youtube. Se cadastrar no Twitter não leva nem 2 minutos e você poderá postar de qualquer lugar rapidamente. Mais um daqueles sites que aparentemente são inúteis, mas em pouco tempo você não consegue se ver sem.

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Apr 12

Navegando pela internet, encontrei este post bem legal que mostra uma foto no mínimo curiosa. O telescópio Hubble capturou uma imagem da estrela variável V838 Monocerotis, que fica próxima da fronteira da Via Láctea. Confira abaixo a foto:

 10-hubble_fox.jpg

A foto não é nova, ela data de Março de 2004. Leia mais neste link

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Apr 05

Que a internet veio para ficar é fato. E que a internet é um canal aberto para quebra de privacidade é um fato. Mas como podemos conviver com a internet e manter nossa privacidade?

A cada vez que entramos em um site, nosso IP fica registrado no mesmo. Pelo IP, é possível rastrear uma pessoa e obter sua localização aproximada. Para o provedor de acesso que fornece a conexão ao usuário do IP, é perfeitamente possível ter dados precisos sobre quem está utilizando aquele IP e todas informações podem ser levantadas facilmente. A pergunta que fica no ar é: E a privacidade?

Existe uma ferramenta chamada TOR (abreviação para The Onion Router), que permite a navegação anônima em sites de internet. A rede Tor é uma rede de túneis http (com tls) sobrejacente à Internet onde os roteadores da rede são computadores de usuários comuns rodando um programa e com acesso web (apenas). Pra colocar em português claro, funciona assim:

Você inicia o sistema TOR. O TOR cria em seu computador um proxy socks que deve ser configurado no seu navegador / sistema operacional. Feito isso, você pode navegar de forma anônima na internet. Basicamente, quando você abre um site, ao invés de fazer uma requisição direta ao mesmo, você se conecta a um servidor TOR (ou mais) e de lá o site é aberto e repassado para seu computador. Desta forma, todos os dados transmitidos ao site, serão vindos de um outro servidor, e não do seu computador. Sua identidade é preservada.

Talvez você já deva ter achado inúmeras utilidades para isto, mas talvez não, então como exemplo, digamos que você tenha que baixar um arquivo de um site de downloads que só permite 1 download por dia por pessoa. Ao usar o TOR para trocar sua identidade, você aparece para o site como outra pessoa, podendo burlar o sistema de proteção e continuar fazendo downloads, trocando de identidade sempre que necessário.

Vamos a outro exemplo prático. Vamos supor que você quer acessar o site de seu grande concorrente, cadastrar-se e ter acesso ao maior número de informações sobre ela, mas tudo isso diretamente do computador de sua empresa. Quando você entrar diretamente no site, várias informações são armazenadas, como nome do seu computador, sistema operacional e versão, navegador web, e muitas outras. Usando o TOR, você consegue esta conexão de forma totalmente anônima, impedindo que seja descoberto.

Para quem acompanha a internet, deve ter reparado que antes do lançamento do MacBook Air (que teóricamente era um projeto secreto da Apple), em um site sobre Macs foi constatada uma visita vinda de um computador justamente com esta identificação (MacBook Air). Foi o suficiente para todo o segredo ser comprometido, e dias antes do lançamento, diversos sites de internet divulgaram a informação em primeira mão. Este é um exemplo de uma informação que poderia ser protegida com o TOR.

É óbvio que eu não poderia deixar de citar a utilidade mais comum do TOR, que é a de esconder hackers e crackers pela internet. Mas cada um usa o software para as suas necessidade não é mesmo?

Talvez você esteja pensando: Uau, que incrível, mas isso deve ser uma coisa super complexa, que só hackers estudados poderiam configurar e usar! Pois bem, a resposta é não! Qualquer um pode configurar o TOR com alguns conhecimentos básicos de instalação de programas. E tudo isso graças a um outro software chamado Vidalia. O Vidalia é um software que fornece uma interface gráfica relativamente simples para configuração do TOR em sua máquina. Ele possui versões para Windows, Linux e Mac OS, e pode ser baixado aqui: http://vidalia-project.net/ . Infelizmente, a versão para Linux está um pouco abandonada, mas você encontra pacotes RPM o site oficial.

Para configura o Vidalia, é muito simples. Primeiramente abra o programa. Automaticamente, o Vidalia já irá iniciar o TOR. Clique no botão “Setup Relaying” para configurar o cliente TOR. Na janela que se abrir, clique na aba Avançado, e na parte de endereço, deixe 127.0.0.1, um IP padrão para indicar o próprio computador. A porta padrão é a 9050. Você pode colocar uma senha para acesso ao proxy, ou colocar apena “none” no método de autenticação (o jeito mais fácil). Se você estiver debaixo de um proxy, clique no botão Network e configure pelo Vidalia as informações. Ao terminar, clique em Salvar e feche a janela de configurações.

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Ao término do processo, reinicie o TOR para garantir que tudo será corretamente aplicado clicando em Stop Tor e em seguida em Start Tor. Pronto, a configuração está feita. Toda vez que você quiser obter uma nova identidade, cique em “Use a New Identity”.

imagem1.jpg

Agora que o Tor está rodando e devidamente configurado, basta configurar o navegador para usar o Proxy que criamos de navegação anônima. A configuração do Proxy varia de sistema operacional para sistema, e em alguns casos, está atrelada ao navegador (como é o caso do Firefox). Vou mostrar aqui a configuração do TOR no meu caso, no Mac OSX 10.5. Basta abrir as Preferências de Sistema > Rede > Avançado > Proxies. Vamos ativar o proxy SOCKS (é importante que você configure o Proxy como SOCKS e não outro tipo), conforme a figura abaixo:

imagem3.jpg

Como podemos ver, o Proxy SOCKS está configurado no IP 127.0.0.1 (aquele que eu disse que se refere ao computador local) e a porta 9050 (a mesma configurada no Vidalia). Se tiver definido uma senha, é agora que você deve fornecê-la.

E vualá! Agora você já pode navegar livremente na internet de forma anônima. Para ter certeza de que está funcionando, acesse o site http://www.meuip.com.br/ e veja qual o IP que a página detecta em seu computador. Se o IP detectado for diferente do seu IP usado na hora, é sinal que está funcionando.

Você ainda pode, na janela do Vidalia, clicar em View the Network para ver um gráfico de onde está o servidor que você está utilizando. Olhem na imagem abaixo uma demonstração gráfica de onde as conexões estão partindo e onde estão chegando. Não é mesmo legal?

netmap_mac.png

 Mas nem tudo são flores. Vale destacar alguns fatos muito importantes:

  • Tenha em mente que você está sendo redirecionado. Um site é aberto em um servidor intermediário e depois de lá em seu computador, portanto, não da pra saber como os dados estão sendo recepcionados nesse servidor nem sobre a segurança das informações nele.
  • Por estar sendo redirecionado, sua internet ficará bem mais lenta, dependendo da velocidade do servidor Tor a que você está conectado.
  • Se você está pensando em usar o sistema para burlar sites como Megaupload e Rapidshare, saiba que funciona, mas você não é o único descobridor da América. Muito provavelmente você terá que trocar de identidade umas 5x pelo menos até achar um servidor que ninguém já tenha baixado algo na sua frente.
  • Os downloads ficarão limitados à velocidade do servidor. Você pode ter uma conexão de 4MB e baixar arquivos a 20kbps.

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Feb 12

Olá amigos leitores. Hoje eu vou falar dele, o MacBook Air. O novo notebook da Apple que está dando o que falar. É o notebook mais fino do mundo, extremamente portátil e, ao mesmo tempo, um legítimo Intel Core 2 Duo com teclado completo e tela de 13.3 polegadas widescreen. De cara já dá pra perceber as vantagens dele em relação a outros sub-notebooks poraí, afinal digitar em tecladinhos reduzidos e olhar em telas com resolução de 800×600 ninguém merece não é?

macbook-air.jpg

Mas é sobre outra perspectiva que quero falar deste notebook. Muita gente está falando bastante mal do novo MacBook Air, inclusive revistas de nome, que estão nas bancas, como é o caso da Info Exame (lembrando que a análise foi feita por John C. Dvorak). É muito bom para estas revistas polemizarem o caso, foi o mesmo que aconteceu quando a revista Veja falou mal do iPhone quando todos falavam bem. Ir na contramão da maioria é uma estratégia de marketing justamente para vender mais, sem dúvida, mas nestes últimos casos, acredito que as análises estão sendo feitas equivocadamente por pura ignorância mesmo (esta é uma opinião pessoal).De fato, o MacBook Air possui muitos pontos que podem ser considerador negativos, ele tem muita coisa pra se falar mal, como por exemplo:

  • Não possui drive de CD/DVD (você tem que usar um drive compartilhado de outro computador ou comprar um drive externo USB)
  • Não possui placa de rede com fios (você só se conecta sem redes sem fio)
  • Só possui 1 porta USB
  • O processador é o mais lento Core 2 Duo do mercado (1.6Ghz, por conta de ser compacto ao extremo)
  • Não é possível trocar a bateria sem ter que abrir o computador (tem que levar na assistência para tal, também por conta de ser compacto ao extremo)
  • Não é possível fazer sozinho upgrade de memória ou HD (também por ser compacto)
  • O drive SSD ainda é absurdamente caro (a culpa não é da Apple… nem minha… rs)
  • A saída integrada de som é mono (sim… compacto!!)
  • Não possui entrada de microfone
  • etc, etc, etc

Como podem ver, da pra falar muito mal e apontar as desvantagens deste notebook facilmente. Falar mal é muito fácil, mas gostaria de analisar o produto por um outro ângulo. A Apple é conhecida por lançar produtos inovadores no mercado, unindo qualidade, praticidade e DESIGN. Sem dúvida os designers da Apple são muito competentes, acredito que ninguém discorde disso! Agora convido você a pensar comigo:Quais as tendências da internet? Para onde a tecnologia está nos levando?Qualquer designer minimamente competente sabe que um produto de sucesso é aquele que é lançado hoje buscando as tendências de amanhã. Quanto mais cedo o designer conseguir projetar o futuro, maior sua chance de sucesso. Pois bem, vamos responder a pergunta feita acima:Imaginem uma grande rede de internet global (ou ao menos nos grandes centros urbanos) em alta velocidade. A tecnologia 3G é apenas a ponta do iceberg, mas imaginem isso umas 100x melhor. Uma rede de internet com um sinal forte e em qualquer lugar, como é hoje o sinal de TV digital, por exemplo. Já imaginou você abrindo o notebook em qualquer lugar e pegando sinal de internet automaticamente?Agora imagine esta rede em uma velocidade muito superior à atual. Uma rede sem fio com velocidades superiores às da rede local até. Não é tão difícil imaginar quando nos lembramos das antigas conexões em 9.8 ou 14kbps de alguns anos atras, comparem com as conexões de 8MB que temos hoje no Brasil e conexões de mais de 50MB em outros países, ou até o link dedicado de 5GB colocado recentemente no Campus Party (isso porque foi no Brasil heim) que permitiu facilmente downloads de mais de 5MB por segundo de acordo com relatos do nosso amigo Guto Carvalho. Se for fazer a conta, 5Gbits daria downloads de até uns 40MB/s (a conexão do Campus Party é compartilhada com todos afinal).Com uma rede tão rápida quanto a gravação em um HD (ainda é um pouco absurdo, mas é questão de tempo), não é difícil imaginar o futuro. Seria a abolição dos produtos como conhecemos hoje (CDs, DVDs, Pen Drives, Disquetes, tudo), afinal você poderia trabalhar em um documento, e ao clicar no botão “salvar”, o arquivo seria salvo diretamente na internet, num espaço privado (como um disco virtual). Sendo assim, salvar um arquivo no seu HD local ou no seu disco virtual seria mais ou menos o mesmo (aliás outra tendência que já existe nos Macs a anos, o chamado iDisk).Claro que isto seria já o extremo, tecnologia para daqui muitos anos ainda, mas atualmente, já estamos entrando na rede sem fio, então a solução para alguns dos problemas citados acima sobre o MacBook Air seria:

  • Não possui drive de CD/DVD - Quem vai precisar de drives de CD/DVD daqui pouco tempo? Atualmente, 90% dos softwares novos são vendidos online, em versões de download. Você baixa o programa, usa a versão de demonstração, faz o pagamento com cartão de crédito internacional e recebe a licença na hora, sem ficar esperando entregarem nada na sua casa e contribuindo com o meio ambiente, pois é uma embalagem a menos no mundo. E se quiser você pode usar um drive remoto via rede sem fio. Não sei como o brasileiro ainda tem mania de comprar softwares em lojas, esperar chegar a encomenda e guardar em casa um futuro lixo que vai voltar para a natureza alguma hora! Os CDs de música e DVDs de filmes e shows? Atualmente a Apple vende todos esses produtos digitalmente (um exemplo a ser seguido) em versões para download. Você pode comprar ou alugar um filme diretamente da internet, além de baixar MP3s e álbuns inteiros sem desmerecer o artista e compositor.
  • Só possui 1 porta USB - Quem precisa de mais? A tendência é que a porta USB desapareça, afinal quase tudo hoje já possui opções sem fio. Existem impressoras com placa de rede para impressão via rede local, mouses totalmente bluetooth (vide o da Apple que não precisa nem mesmo de conector USB e detecta diretamente com o computador), fones de ouvido e microfones bluetooth, celulares bluetooth, e a tendência é justamente esta.
  • Não possui placa de rede com fios - Com a popularização das redes sem fio, é possível comprar um roteador WiFi por R$ 150,0. Em cidades como São Paulo, no centro urbano, podemos encontrar inúmeros hotspots em bares, restaurantes, aeroportos, etc.
  • A saída integrada de som é mono - Um fone de ouvido com microfone integrado sem fios Bluetooth daria conta do recado facilmente, como já foi mencionado.
  • Não possui entrada de microfone - Idem do item acima

Com a evolução das redes sem fio, não é difícil imaginar o futuro. Com isso, podemos concluir que o MacBook Air é uma revolução e não uma simples evolução. Entendidos esses conceitos, é possível que analisemos melhor o produto.Em resumo: Falar mal do MacBook Air por conta destas suas “”"limitações”"‘ é o mesmo que dizer que uma Ferrari não presta porque é muito rebaixada e não anda nas ruas esburacadas e cheias de valetas de São Paulo!Se o MacBook Air serve para mim? A resposta é não, eu ainda dependo de CDs, DVDs, e portas USB, embora utilize muita rede sem fio. E não necessito de algo tão compacto, mas sim de um pouco mais de desempenho para utilizar com tranquilidade meus softwares de criação e edição. Mas não é porque não serve para mim que o produto é ruim!Pense nisso!

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